A LEI MÁRIO DA PENHA*

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Tarcísio Barbosa

No Brasil existem várias línguas além do português.  O economês, a  língua dos economistas. O mineirês, a  língua dos mineiros, a nossa. O baianês,  a língua dos  baianos. O politiquês, língua dos políticos, muitas vezes empolada, pra nos confundir. E entre  outras tantas,  o juridiquês, a língua dos jurista, na qual  vou me arriscar neste texto. Vamos lá!  A  Lei  Maria da  Penha veio   preencher uma lacuna há muito sentida pela sociedade – pelas mulheres principalmente.  Esta Lei, de número  11.340, de 7 de agosto de 2006,    protege a mulher contra seu agressor   –   marido, amante, ficante, namorado ou outros. Que eu aprovei, por autodeterminação própria, já que ninguém  pediu  minha opinião.   Que  poderia ter aperfeiçoado  muito esta lei.

Mas desde que Betty Friedan     rasgou soutiens em Nova Yorque, propugnando  – gastei! –  por direitos iguais entre homens e mulheres, uma coisa vem me preocupando… E pra nós machos de plantão?   Cadê a nossa lei? A  Lei Mário da Peia, da Peia, não, da Penha. Que peia não deve  ser usada em ninguém, muito menos em mulher.  Mas quem não souber o que é peia  que consulte o dicionário. Que aqui não vou explicar.     Como também é uma lacuna na nossa lei, pela sagrada igualdade entre os sexos  – Art. 5º  da Constituição  –   cantada em prosa e verso atualmente, faço agora esta proposição:  Quero uma lei semelhante pra nós  machos!  A Lei Mário da Penha.

Esta lei  vai proteger  a nós – homens coitadinhos – da agressão  física, psicológica e econômica  – econômica principalmente – das mulheres. Elas querem controlar nosso dia a dia, nossas chamadas telefônicas, impedir que algumas gostosonas cheguem perto de nós numa ciumeira braba. Agora chegou  nossa vez de   dizer basta: Lei Mário da Penha nelas!

Entre os artigos,  tomo  a liberdade de sugerir  alguns.

Art.1º Em qualquer discussão, é facultado à mulher dizer a última palavra: Sim, senhor!

Art.2º Fica o homem liberado de ter  duas mulheres: a esposa, para cuidar da casa e dos filhos, e a outra, para cuidar dele.

Art.3º A mulher que trabalha fora – no bom sentido – deve entregar todo o seu salário para o marido para que  ele possa administrá-lo com a inteligência  que lhe é peculiar.   Art.4º  Fica assegurada à mulher a liberdade de expressar sua opinião, desde que seja igual à do marido.

Art.5º  Todo desejo do marido deverá ser interpretado como uma ordem pela mulher.

Art.6º  A partir desta data, a esposa, amante, namorada, ficante  ou noiva poderá chamar o homem de você somente na intimidade   –  em casa;   em público, somente de meu senhor.

Revogam-se as disposições em contrário.

Esta lei entrará em vigor  na data da  sua publicação.

Viçosa, 10 de abril   de 2018.

       *Que minhas leitoras não fiquem  bravas comigo, pois é apenas  uma brincadeira, uma paródia à Lei Maria da Penha, que deveria existir desde sempre.   As mulheres nasceram para serem amadas e respeitadas.

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