APELAÇÃO… ASSIM NÃO DÁ

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Esticando – sem parar – a condenação do ex-presidente Lula, a gente tem ouvido tanta baboseira, resultado de um fanatismo incomum ou de gente que estava acostumada a tirar proveito das tetas do governo. Algumas conversas não passam de pilhérias, outras chamam a atenção pela cegueira doentia e outras pela insistência na tentativa de obscurecer ou esconder a verdade dos fatos. No último caso vamos encontrar o cronista Leonardo Attuch, mais vermelho que a bandeira da antiga União Soviética, herdada pelo PT, da revista Istoé. Na edição nº 2520 de 11.4 ele, na insistência de afirmar que o impeachment de Dilma e a condenação de Lula não passam de um golpe da elite, avança nos disparates, ousa fazer uma linha de comparação entre Jesus, Tiradentes, Mandela e Lula. E para arrematar seu comportamento histriônico ele arremata dizendo que “Lula merece o Nobel da Paz”.

Insanidade. Comparar Lula a Jesus chega à beira da heresia e desconhecimento da vida de Jesus cuja condenação e morte estavam nas Escrituras, era plano de Deus para salvar os homens. Como o próprio Jesus revelou em sua pregação: a sua morte dolorosa, humilhante tinha um sentido: a ressurreição. Jesus veio ao mundo para reunir os filhos de Deus dispersos, para derrubar qualquer barreira que separa os povos e pessoas, para irmanar os homens divididos entre si, para trazer a paz e construir uma unidade. Daí a parábola, a mais bonita de todo o Evangelho: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morre, produz muito fruto.” Estas palavras de Jesus, muito mais eloquentes do que um tratado, revelam o segredo da vida. Não existe alegria de Jesus que não seja fruto de uma dor abraçada. Não há ressurreição sem morte. A condenação de Jesus, então teve um sentido divino.

Pois é, seu Attuch, em seus momentos finais de liberdade, o ex-presidente pregou a cizânia, a reação à força; destilou ódio contra juízes, polícia federal, desembargadores, ministros, imprensa e a “elite”. Jesus, em seus últimos instantes, clamou: “Pai, perdoai porque não sabem o que fazem”. E falando-se em elite quais eram os maiores financiadores das campanhas do PT? Certamente que não foram os movimentos sociais chamados, agora, à luta. Policarpo Junior escreveu na revista Veja: 2.577 “A prisão de Lula representa o mais sonoro triunfo da lei sobre a impunidade dos criminosos de colarinho branco. Mas, além do simbolismo, sua prisão, examinada em toda dimensão política e jurídica, transcende ao seu destino pessoal: é a condenação de todo um sistema montado pelas oligarquias nacionais – na política, no empresariado, na burocracia estatal – que se apropriou do Estado para promover o saque sistemático do dinheiro público”. No rol desses nada pobres estão os Odebrecht, JBS, OAS, cujos diretores e sócios são da mais alta elite condenada no discurso socialista.

Tiradentes abraçou o sonho da Inconfidência e pagou por ele com a própria vida sem, contudo, transferir ódio para os companheiros que tiveram melhor sorte e em seu currículo não há nenhum apontamento de compromissos espúrios e doações de bens do Brasil como nos governos de Lula e Dilma,  para Bolívia, Venezuela e Cuba. Não há a mancha do mensalão, da refinaria Abreu e Lima, a mais cara do mundo, e Pasadena, uma fraude.

Mandela. Também é demais. Que figura foi a do líder sul-africano, como sonhou e resistiu durante 24 anos atrás das grades para, depois, construir uma nação justa e unida. Isso ele conseguiu e, por isso foi laureado com o Nobel da Paz. Lula poderia ser um Mandela, e tinha tudo para isso, se mantivesse a linha que o levou a liderança nacional, como um verdadeiro líder do povo, o Lulinha Paz e Amor – era um sonho! Mas ele se corrompeu pela elite, que ironia.

Attuch, eis a sentença de José Dirceu, grande cacique do PT, ex-braço direito de Lula: “Não há o que fazer. A realidade se impôs”.

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