AS MORENAS DE SÃO FRANCISCO

0

É simplesmente fascinante olhar as morenas de São Francisco. Aquele tom de pele simplesmente fantástico das morenas daqui. Aliás, é um tom de pele brasileiríssimo. Mais brasileiro, impossível. Aqui estamos no Brasil moreno que a mídia teima em ignorar: todos os comerciais são de gente loura, fenótipo europeu. Nós somos um país de gente morena. Infelizmente, eu, nem tanto! Sou branquelo. Mas ninguém consegue ser feliz por inteiro. Fazer o quê!
Quanto mais você caminha para o norte do país, mais morena vai-se tornando a população. Colonização antiga, aquela mistura saudável de raças, que veio dar nesse biótipo.
Em São Francisco, as morenas vão da cor moreno-clara, moreno-morena a moreno-escura. Todas são belas. E os cabelos? Esses variam do castanho-claro, escuro, preto, crespo, cacheado ou liso. E as morenas de olhos verdes! São um colírio! Despedaçam qualquer coração. São as mais belas entre as belas. As feições são finas. E o ligeiro sotaque baiano – o baianês! Que só eu percebo porque sou de outras terras. É música para meus ouvidos, ouvi-las dizer moooooooço!
Com um sorriso franco de arrasar quarteirão, dentes qual duas fieiras de pérolas, desfilam pela cidade, mexendo com os pobres mortais. Andar sensual e gracioso, brejeiras, faceiras, femininas, meigas, feiticeiras, trigueiras, valentes, modernas, lutadoras, poderosas, determinadas, sinceras, irresistíveis, responsáveis, sábias, compreensivas, vitoriosas, libertárias, misteriosas, ambiciosas, olhos aveludados, lábios carnudos, seios arfantes, altivas, orgulhosas de sua condição de mulher bonita, porte soberbo, elegante, olhar penetrante, confiantes no futuro, românticas, sonhadoras, seguras, independentes. Cheias de vida, amor, paixão, desejos, sonhos. Trazem a alma talhada para os deleites da vida, para a liberdade, para o amor e para grandes aspirações.
A mim não me bastam os cinco sentidos para perceber tanta beleza, nem para viver com totalidade os mistérios que elas trazem consigo!
Com elas eu apanharia flores silvestres, andaria descalço pelas margens do Rio São Francisco contemplando o pôr do sol, jantaria à luz de velas, dançaria, olharia as estrelas e a lua. Leria para elas poemas de amor em memoráveis saraus. Seria amigo de cada uma delas – uma por vez – com delicadeza, doçura, profundidade, inocência. Como se no mundo inteiro não houvesse mais mulheres, só as morenas de São Francisco.
Quem sabe – felicidade suprema para um mortal comum – um dia desses, alguma delas também não me visse por aí!

jtbarbosa500@yahoo.com.br

Campartilhe.

Comentários desativados.