ATENÇÃO ELEITORES

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O assunto trivial, atualmente, em São Francisco, afora a Covid 19, é a eleição.  A rede social está inundada, mais de que qualquer outro assunto, além do indefectível “boa-dia – boa-noite”, são anúncios de nomes de pré-candidatos a prefeito e vereadores. Contam-se mais de 20 aspirantes à principal cadeira do Paço Municipal. Além dos anúncios, aparecem tímidas mensagens dando a conhecer o que pretendem alguns deles. Por enquanto é muito pouco.

Seria desejar muito, mas quão importante e até mesmo necessário, seria que os eleitores refletissem, por si ou em grupo, em reuniões de associações e até nos grupos religiosos, o que seria melhor e mais necessário para o município de São Francisco. Que coloquem em pauta o nosso secular (in)desenvolvimento retrógrado em relação a alguns municípios de nossa região. Então façam visitas em páginas ou noticiários de outros municípios (Portais ou outras fontes), busquem o que estão fazendo seus administradores. Certamente serão surpreendidos, muito mesmo, como o estado letárgico de São Francisco que guarda, infelizmente, a pecha do “já teve”. É notório o avanço experimentado pelos municípios de Chapada Gaúcha, São Romão e Brasília de Minas em diversas frentes. Só para citar: o novel município de Chapada Gaúcha, desmembrado do município de São Francisco em 1995 tem como fonte propulsão do desenvolvimento: uma fantástica agricultura voltada para a produção de grãos e sementes de capim. É bom lembrar que, antes da chegada dos gaúchos àquela chapada, o que se tinha ali era tão somente um cerrado pobre, sem água. Indo além, o município conta com uma operosa e fantástica cooperativa – o que se projetou, infrutiferamente, em várias ocasiões, fundar em São Francisco. Para não ir longe, tem uma agência de financiamento, o Sicoob/Chapada. São alvissareiras as notícias que emanam-se de São Romão, uma reviravolta administrativa operosa. Sobre Brasília de Minas não precisa dizer, fique-se, apenas no caso da saúde – o hospital regional que levou, por falta de determinação política de São Francisco.

Nós são-franciscanos vamos levando a vida como um batel em águas plácidas – não tem tempestades, mas também não tem ventos para impulsioná-lo.

Estamos no final de período do atual governo municipal. Pode-se dizer, sem qualquer outra intenção, que foram três anos e tanto sem qualquer avanço. Nenhum projeto realizado a se destacar. Como saldo, lamentavelmente, contabilizamos uma cidade entregue às traças, esburacada, sem brilho e uma orla, o maior ponto de atração, um monumento abandonado.

Propomos, na próxima edição, tratar de um assunto importante para os candidatos e eleitores: o Plano Diretor Urbanístico da cidade, uma peça fantástica editada no governo de Zé Carlos, que dorme nas gavetas dos administradores e vereadores.

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