CÂMARA MUNICIPAL: ILHA DO TESOURO 2

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O Portal Veredas de São Francisco volta ao caso da Ilha do Tesouro com a intenção de levar os nossos edis a uma reflexão sobre o assombroso gasto público que afronta a realidade de São Francisco. Como começou a gastança da herança da atual Câmara, que hoje eles usufruem. Vem de outra legislatura. Um vereador vasculhando a legislação de outras câmaras deparou-se com duas possibilidades: concessão do 13º salário (no caso, subsídio) para o vereador e a majoração do valor das diárias. Levada a questão à Comissão de Finanças, o parecer da assessoria da Casa foi contra considerando que a matéria não era pacífica, visto a existência de pareceres divergentes no Tribunal de Contas – a favor e contra. O vereador autor da proposta convenceu seus pares com o argumento de que algumas Câmaras já o concediam. Ao argumento do assessor que tal decisão, ainda que fosse um direito, feria a ética, considerando a situação crítica das finanças do município, o vereador retrucou dizendo que não importava se era um direito. O mesmo se deu com a majoração das diárias quadruplicando o valor. Ao argumento quanto à ética, a resposta foi a mesma. As duas propostas foram aprovadas e aí começou a “farra das diárias”.
Para coroar, na legislatura passada, o presidente Delvan adquiriu mais um veículo para a Casa do Povo considerando que, no final do ano, houve sobra de recursos quanto aos repasses. Preferiu o gasto a devolver a sobra para o município para que tivesse outra destinação. Hoje são dois modernos automóveis com uma única finalidade: transportar vereadores em viagem a “serviço da Câmara”. Um Fiat Toro e outro Fiat Crono. Se atenta, a população veria quantas são as viagens por mês, com o mesmo fim: a “serviço da Câmara”. No mês de março deste ano foram para audiências junto aos deputados Tibé e Paulo Guedes, em Brasília; Zé Silva e Sargento Rodrigues, em Belo Horizonte, tratando-se de assuntos de interesse do município (?). Consulte-se o Portal da Casa: nesse mês onze vereadores participaram do curso, ministrado pela Abracam, abordando o tema “controladoria interna e condutas vedadas aos agentes políticos em ano de eleições” (?). O custo relativo a este curso, com diárias de vereadores e dois motoristas, mais combustível e a Abracam, somou R$ 25.446,00. A pergunta que fica: e o aproveitamento qual será?
Concluindo o exame dos gastos – custos e benefícios: a Câmara conta com 5 servidores efetivos (concursados, portanto); 13 comissionados e dois motoristas – um servidor para cada vereador, pois o cargo de comissionado é sempre renovado por indicação.
O que poderiam fazer os atuais vereadores para corrigir tal aberração com recurso público. E o hospital? A ABAHSF ajuda.

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