CEM DIAS DO GOVERNO ZEMA

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O governador Romeu Zema – Novo – concedeu entrevista à Globo Minas analisando os primeiros cem dias de seu governo. Vários temas foram abordados com clareza, sem retoques, exprimindo a realidade. No geral, o governador abordou a situação financeira do Estado delineando as primeiras e importantes providências para conter gastos. Revelou que o Governo tinha à sua disposição uma frota de sete aeronaves, reduzindo-a a apenas uma – repassou helicópteros para a PMMG, que serão de grande utilidade no desenvolvimento do seu trabalho. Afirmou que encontrou mais de dois mil veículos esquecidos em pátios do governo, dando-lhes destinação certa. Respondeu perguntas a respeito do pagamento dos servidores, expondo que não faltará com a classe, mas que não poderá ir além do que lhe permite a situação atual das finanças do Estado, mas que tratará a questão com todo carinho. Lembrando sua promessa de campanha, ele afirmou que não está recebendo seu salário, quis abrir mão dele, mas foi advertido pela Advocacia Geral do Estado que tal renúncia não tem amparo legal. Diante do fato, o governador doou seu salário para entidades assistenciais – ele e o vice-governador. Tratou com seriedade o tema da mineração, uma atividade que interessa ao Estado porque gera divisas e empregos, mas que ela será olhada e tratada de forma mais responsável para evitar desastres como os de Mariana e Brumadinho. Citou, no caso, como a mineração é feita na Austrália e Chile, entre outros países, onde o processo é seguro. Tratou o governador das privatizações, estando na mira a Cemig e a Copasa.
Um detalhe de sua fala chamou a atenção quanto à redução de servidores, pretendendo chegar até 10 em diversos setores e autarquias, acabando com os excessos. Disse que houve um retrocesso em sua decisão, o que reconhecia com humildade, pois existem setores que não podem parar, como as Superintendências Regionais de Ensino, que exercem importante papel na extensão do trabalho da Secretaria de Estado da Educação.
Também importante foi sua exposição a respeito da redução das secretarias, recuando na decisão de aglutinar a Secretaria de Meio Ambiente à Secretaria de Agricultura, recorrendo a igual decisão do governo federal, o que se coaduna com a realidade e necessidade do país.
Em São Francisco deu-se o contrário. Por influência nefasta do seu Chefe de Gabinete – que de fato é quem dá as ordens – o prefeito Veim não entendeu a importância de separar as secretarias da Agricultura e Meio Ambiente que, em sua natureza, são totalmente diferentes e que têm papéis diferentes no seu mister. E não ficou nisso. Atualmente, aglutinadas as duas secretarias, pouca diferença faz, pois não há planejamento e programas de ação nas duas áreas. Um atraso que o futuro cobrará, e São Francisco vai pagar. Até lá, pelo andar da carruagem, Veim e seu chefe de Gabinete, certamente, estarão livres da fatura.

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