COMO FICA O BRASIL?

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A Câmara dos Deputados sinaliza a intenção de votar contra a Lava-Jato. Quem deu o chute inicial foi o próprio presidente da Casa criticando o projeto do ministro Sérgio Moro tentando desclassificá-lo. A Câmara, na mesma linha, intenciona desidratar o projeto anticrime do ministro Sérgio Moro, retirando da pauta medidas de combate à corrupção como a prisão em segunda instância. O Senador Álvaro Dias – Podemos – atribui a essa manobra o crime de “estelionato eleitoral”, justificando: a grande renovação da Casa (deputados novos) se deu, quase que como certa, porque enquanto candidatos, levaram essa mensagem ao eleitorado – o combate sistemático à corrupção. Prometendo atender os anseios da população, foram consagrados vitoriosos e, agora, votam contra o que propuseram – estelionato, sem dúvida.
Contudo, o que importa a eles? Nada. Vão continuar deputados, vão receber todas as benesses do cargo e nada os atingirá, pois já cuidam de remeter para as calendas gregas quaisquer possibilidades de condenações imediatas. Chama-se isso de prevenção. Nada mudou, de volta firme o corporativismo e, mais uma vez, dança o eleitor. É sempre assim.
Da mesma forma está o projeto da Reforma da Previdência. Acenderam-se as fogueiras das vaidades e Rodrigo Maia, de repente, coloca-se como o rei do Brasil. Nessa briga de vaidades ou busca de poder político vai pagar o brasileiro – aliás, já está pagando há muito tempo. Por que não buscar o esclarecimento sério, sem paixão, realista, para quer todos os brasileiros entendam o espírito e a necessidade da reforma? É preferível polemizar, pois dá Ibope – aliás, o Ibope já está mostrando as manguinhas na cola do Presidente que mal começou o mandato e já está em baixa, diluindo, como diz uma determinada revista nacional.
O que se percebe, e acompanha através da imprensa, é que o Brasil ainda vive o clima eleitoral ou do inconformismo com o resultado das urnas. Se Bolsonaro ganhou no voto, contrariando pesquisas, prognóstico e campanha acirrada de certos setores da comunicação, agora, é preciso desconstituí-lo e abre-se nova campanha. Nas linhas diretas – os mais afoitos – ou nas entrelinhas de reportagens sempre são colocadas as interrogações subjetivas que tendem a conduzir setores da população a análises controvertidas.
Não se trata de defender o presidente com suas controversas atitudes. Tuitar virou mania nacional, mas se Bolsonaro usa do expediente, está imitando Trump, indigesto para uma boa parcela de brasileiros, que combatem o capitalismo, enquanto dele desfrutam a valer, tão diferentemente da população que dizem defender – população, em grande parte, lutando para sobreviver. O que importa, neste momento, é cuidar do Brasil. Derrubar Bolsonaro ou seu governo, antes de começar, significa dar mais passos atrás, o que já foi muito oneroso para o País e que parece já ter sido esquecido.

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