CORTE DE 30% DO ORÇAMENTO DAS UNIVERSIDADES IMPACTARÃO EM TODA A SOCIEDADE

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Ensino é assunto não só do presente, mas também do futuro, determina a formação moral, intelectual e financeira do estudante, determina também o futuro do país na era digital. O primeiro projeto de Kajuru (comentarista de futebol, homem de rádio e televisão) é cortar 50% dos benefícios e gastos dos congressistas, abrindo mão de parte dos salários e verbas indenizatórias, os congressistas destinariam o montante para investimentos em educação como: investir na qualificação de professores, escolas e universidades, também nos salários dos professores.
Ele pretende também criar impostos sobre grandes fortunas e revitalizar os rios Araguaia e Tocantins. Seria bom demais para ser verdade, o que vemos no momento é o corte de 30% na verba de custeio das universidades. Parte desse corte seria aplicado no Ministério das Cidades, o ministério xodó dos deputados, onde o eleitor sente o benefício concreto na ponta.
Todo esse imbróglio foi motivado pela votação da Reforma da Previdência (o eterno toma lá dá cá), por mais que o nosso país afunde na lama, os congressistas não têm a altivez, a solidariedade de pensar no próximo. Ficam defendendo o salário mínimo para o trabalhador rural e para os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada – benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência) para a classe mais vulnerável da sociedade quando todos sabemos que é essa classe (dos congressistas) que mantém os vultosos salários e posterior complementação de aposentadoria através dos impostos pagos por toda a população. A percentagem retirada dos contracheques dos congressistas não é suficiente para cobrir todos os benefícios recebidos.
Os políticos geralmente aposentam com pouco tempo de contribuição, além disso, segundo dados do Ministério do Planejamento os salários de início de carreira no Judiciário e no Legislativo Federal são maiores do que nos cargos do Executivo. Enquanto a remuneração básica inicial no Executivo dificilmente ultrapassa os R$ 20 mil mensais, no Judiciário e no Legislativo esse valor serve praticamente de piso. Um professor do serviço público federal ganha R$ 6,27 mil ao passar no concurso, enquanto um analista da Câmara dos Deputados começa recebendo um salário de R$ 21,5 mil por mês. Os magistrados e procuradores têm remuneração básica, sem os adicionais, de R$ 28,95 mil. O valor é só um pouco maior do que a remuneração de final de carreira de um servidor da área administrativa da Câmara Federal.
Para bancar todos esses salários, que ainda terão reajustes até 2019, o governo teve de abrir uma brecha no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que institui um teto de gastos. Pela regra geral, todos os Poderes, à exceção do Executivo, já ultrapassariam o limite de despesas na largada. Mas o substitutivo prevê que o Executivo poderá compensar o excedente nos primeiros três anos, a partir da contenção das demais despesas para bancar os aumentos.
Enquanto isso, o novo piso dos professores de ensino fundamental, foi fixado em 2298,80 e muitos estados e municípios nem sabem quando poderão adotá-lo, uma vez que estão deficitários. Se o legislativo e executivo reduzissem em 30% o próprio custeio suponho que daria um montante bem maior que o corte das verbas das universidades e com prejuízo bem menor para a sociedade. Sabemos também que algumas universidades fizeram a farra das verbas em governos passados, mas agora é hora de todos apertarem os cintos.
E por falar em apertar os cintos, cada classe de trabalhadores, principalmente os mais “abastados”, ficam apontando o dedo para o outro, mas nenhum quer perder o seu privilégio na malfadada Reforma da Previdência, reforma tão esperada pelo povo e que pelo visto, fica cada dia mais magra. Os compromissos financeiros se avolumam, as aposentadorias, principalmente as cheias de “penduricalhos” vão continuar afrontando a grande massa que ganha o salário mínimo.
E os pobres eleitores, que um dia sonharam em mudanças, ainda não têm maturidade política para impor seu próprio caminho e continuam sonhando com melhor saúde, educação e com o direito de permanecer vivo numa sociedade tão violenta, não só a violência física, mas principalmente a violência política, que nos tira todo o direito de viver dignamente.
E senadores como Kajuru, idealista, com boas intenções, como alguns outros, certamente, terá sua fala sufocada por “interesses maiores” e temo, não será nessa geração que faremos as mudanças necessárias, principalmente, porque sempre cortam verbas de saúde e educação, para nos deixarem cada vez mais vulneráveis. E o futuro? O futuro é agora, lama nos pés, esgoto a céu aberto, principalmente no congresso.

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