DE ROMA E ÁFRICA AO BRASIL

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Um fato ocorrido na Roma antiga teve forte influência na história da América Espanhola servindo para comprovar quanto podem um ideal e o determinismo de um homem. O fato ocorreu quando o jovem Símon Bolíver visitou o Monte Sacro, local onde plebeus da Roma Republicana, no ano de 494 a.C. haviam acampado em sinal de protestos, manifestando sua desconformidade com as injurias que sofriam por parte dos patrícios, arrancando deles, com uma longa greve, um conjunto de concessões. Nele, ao pôr do sol, Bolívar fez um solene juramento: “Juro frente a ti: juro por Deus e meus pais, juro por eles, juro pela minha honra e juro pela minha pátria, que não darei descanso ao meu braço nem repouso a minha alma, até que tenha rompido as cadeias que nos oprimem por vontade do poder espanhol!”Pois é, depois de anos de sangrentas batalhas, Bolívar libertou vários países da América do julgo espanhol. Uma manifestação popular e o patriotismo de um homem mudaram o rumo da história na América do Sul.Nas savanas e florestas africanas temos um interessante embate. O leão é tido como o rei. Com o seu porte musculoso, seu urro poderoso, suas garras afiadas ele, de fato se impõe. Contudo, não tão belas, nem tão fortes isoladamente, quem de fato se impõe nas savanas e florestas africanas são as hienas. Desprezíveis, detestadas, agem sempre em grupo demonstrando o poder da alcateia. A alfa decide e todas atacam voraz e ferozmente, e nada lhes escapa. O leão leva a fama de ser o rei dos animais, mas pouco pode se tiver pela frente uma alcateia de hienas, interessadas em roubar sua caça. Isso inclui as leoas, até em números.No Brasil a dedução fica por conta do leitor saber quem é leão e quem são as hienas. O povo, já se define, é o assistente quase impotente, cansado, injuriado dos desencontros políticos e do judiciário que levam o país a perigoso báratro. Considerando que não se trata de um filme, a situação poderá ser alterada, pois levas e mais levas de brasileiros descontentes já estão a caminho do Monte Sacro. E aí, um dia, a casa cai.

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