DOIS POLOS

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Um polo pelo bem de São Francisco: A Agência de Desenvolvimento Municipal de São Francisco – ADM – conseguiu formar um elenco formidável de entidades para pensar e trabalhar em prol do desenvolvimento de São Francisco, naturalmente ocupando o vazio deixado pelas administrações do município quanto aos investimentos e criação de projetos. Tem-se no corpo da entidade órgãos como CDL, GDESF, Cooperativa, Sindicatos, Ongs, produtores rurais, empresários de diversos ramos e vários outros segmentos da sociedade. A agência tem conseguido aglutinar agentes de diversos setores, na esteira do trabalho realizado anteriormente pelo Grupo de Desenvolvimento de São Francisco – GDESF – que elaborou um importante projeto de desenvolvimento. Esse projeto foi encaminhado ao prefeito municipal, mas não recebeu qualquer consideração. Paralelamente, o secretário de Agricultura, Cosmo Fernando Pinto e sua equipe, foram a São Paulo para conhecer o Instituto Volta ao Campo cujo programa de trabalho foi assentado, com absoluto sucesso, em mais de cem municípios brasileiros. Trouxeram, de lá, uma rica experiência e deram corpo ao Agregarural, um projeto, com fundamento no Volta ao Campo, que poderia alavancar, com sucesso, o desenvolvimento no meio rural são-franciscano e municípios vizinhos. Como prêmio da iniciativa, o secretário foi exonerado, pois houve um entendimento que ele pensava muito alto, São Francisco precisa viver o “período da enxada”.
Felizmente, chegaram forte a rastro da iniciativa, o GDESF, CDL, COOPASF, Emater, Sindicatos, Ongs, diversos setores da comunidade que querem um município mais rico, desenvolvido e uma população feliz. E, assim, nasceu a Agência de Desenvolvimento Municipal de São Francisco – ADM, que malgrado alguns olhares e desejos agourentos resultantes da inveja de Cassandras locais, começa a desabrochar. Oxalá, para o bem de São Francisco e de seu povo, que, desta vez, seja um projeto vitorioso, evitando-se o fracasso de tantos e tantos outros projetos frustrados.
Um polo que causa preocupação: a notícia veiculada na rede social e que está estampada no Portal da Transparência da Câmara Municipal de São Francisco, para confirmar, é para deixar estarrecida a população são-franciscana que, atualmente, está assistindo ao desmantelamento do município à desculpa, do prefeito, da falta de recursos. Decretado o Estado de Calamidade Pública Financeira e Administrativa, o chefe do executivo abandonou o município e, de todos os quadrantes, o que se ouve são as críticas e os protestos. E não é para menos. Pois bem, diante disso, os gastos dos vereadores e do próprio prefeito e seu gabinete são de causar espanto e indignação. É claro que a lei garante e autoriza o vereador a usar do expediente das diárias. Infelizmente o péssimo exemplo vem de cima, dos legislativos estadual e federal. Contudo, a pobreza do município de São Francisco não comporta esse excessivo gasto. E, afinal, fica a pergunta: para que e em que é gasto tanto? Justificar simplesmente que foi a Brasília-DF para tratar de assuntos do interesse do município com deputados ou levar documentos, não satisfaz, pelo contrário, deixa enorme dúvida. Perguntam cidadãos: o que resultaram para o município de São Francisco, como bem positivo, tantas viagens? O que justifica a Câmara adquirir dois veículos de passeios, quando poderia ter adquirido um veículo mais apropriado para percorrer as péssimas estradas vicinais e visitar vilas e povoados, onde é ausente o poder público. Do contrário, não se pode falar em “falta de recursos”.

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