É PRECISO ACORDAR

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De lamentação em lamentação, o tempo vai escorrendo e o município de São Francisco vai ficando para trás. Alertas e mais alertas têm sido feitos, e nada. Ainda em vida, no século passado, o pesquisador João Botelho Neto, que acompanhava a história de São Francisco, amolado e desconsolado, repetia nos encontros com a turma da Ong Preservar, que ele criou, “São Francisco, cidade do já teve”. E elencava as perdas do município – perdas importantes.

Nesta edição, na coluna Pequena Crônica, o assunto está sendo abordado, falando de perdas importantes, como o escritório do DNOCS, levado para Brasília de Minas, e outros órgãos muito representativos. Aborda-se, também, a questão da desativação da sede do distrito da Copasa de São Francisco .

A questão vem se arrastando há algum tempo, desde o governo de Luiz Rocha Neto, quando houve a promessa de que a sede não seria removida. Foi um alívio. Foi, pois com a posse do atual prefeito, que não é do partido do governador, ou seja, do PT, a medida voltou a ser articulada.

A Câmara Municipal gritou. Denunciou e uma comissão foi a Belo Horizonte, com o prefeito, para demandar junto à presidência da empresa a permanência do distrito do município. Debalde. Algumas alegações de ordem administrativa foram dadas. Contenção de despesas e, pronto, veio a decisão: o distrito vai ser mesmo desativado. Aliás, já está sendo, pois quem responde pelo escritório da empresa em São Francisco são funcionários de Januária. O fato foi confirmado quando do lançamento do Programa Pro Mananciais da empresa em São Francisco. Acompanhava a assessora do presidente da empresa, funcionários de Januária. Repetiu-se, que se tratava de medida administrativa, contenção de despesa. Aí, o representante da OBB ao encontro, advogado Valmir Oliveira, arguiu: então porque não traz de Januária para São Francisco? Por que tudo de São Francisco tem que ser levado ora para Januária, que já tem toda tipo de representação de importantes órgãos ou ora para Brasília de Minas? Ficou sem resposta.

Aí foi emendada outra questão, também pertinente: por que o são-franciscano paga como taxa de esgoto ou mesmo percentual do cobrado em Januária e Brasília de Minas, quando os sistemas de tratamentos daquelas cidades são modernos e o de São Francisco é ultrapassado. O vereador Sargento Edmilson ainda levantou uma questão: o arcaico sistema de tratamento de esgoto de São Francisco está encostado em uma Escola e no limite de um bairro com mais de 12 mil habitantes, onde o mal cheiro incomoda e até causa mal estar nas crianças. Ficou, também sem resposta.

Resumo da ópera: Copasa e governo não estão nem aí para São Francisco. Limita-se a uma promessa que pode parecer a salvação do mundo: a construção de uma ponte. Será que sai?

Tudo isso pouco importa aos cidadãos são-franciscanos, principalmente as lideranças empresariais e produtores, que não formam um bloco de pressão junto ao governo e deputados aqui votados, em especial, os majoritários. Está na hora de pagar a conta – se já não pagaram.

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