ENTRANDO COM O PÉ DIREITO EM 2020

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Responsável pela área que faz as previsões oficiais do governo para o crescimento, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, diz ter um “feeling” que a economia brasileira vai crescer entre 2,5% e 3% em 2020. A previsão oficial, no entanto, ainda continua em 2,17%.
O setor imobiliário brasileiro foi um dos poucos que deram sinais claros de recuperação em 2019. A expectativa é que a construção civil encerrará este ano com crescimento de 2%, o dobro da previsão para a expansão da economia, que gira em torno de 1%. O setor está sendo considerado o motor de crescimento da economia para o próximo ano. A expectativa é que o avanço da construção chegue a 3%. O otimismo é justificado com o desempenho crescente neste ano. Em 2019, o setor imobiliário foi responsável pela geração de 10% dos novos postos de trabalho com carteira assinada do país.
O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e tem lucrado com a demanda mais alta da China sobre o produto. No entanto, a pressão para que os frigoríficos façam ofertas recordes por bois nas fazendas trouxe reflexos para os açougues e o preço da carne subiu.
Para quem pensa que o fluxo das exportações de carne vai diminuir é bom saber que, o cônsul da China no Rio de Janeiro, Li Yang, afirmou que o governo chinês estuda com o governo brasileiro uma parceria bilateral para ampliar a capacidade de frigoríficos brasileiros para potencial aumento nas vendas externas de carne para o país asiático.
Segundo ele, essa capacidade dos frigoríficos brasileiros é uma limitação para a ampliação das exportações nacionais para a China. Li afirmou que as conversas entre os dois países já iniciaram, mas não há um montante definido de quanto poderá ser investido na expansão do setor no País.
Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que o Brasil caminha para quebrar seu próprio recorde de exportações de carne bovina em 2020. Embarques brasileiros de carne bovina devem terminar 2019 com um recorde de 1,828 milhão de toneladas, uma alta de 11,3% em relação à máxima anterior, registrada em 2018. No próximo ano, porém, a marca deve voltar a ser batida, com um avanço de 13% no volume de exportações do produto, para 2,067 milhões de toneladas, segundo estimativas da entidade.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que as processadoras de alimentos do Brasil deverão aumentar as exportações de carne de porco e frango em 2020 puxadas pela forte demanda da China. A entidade prevê que as exportações brasileiras de carne suína possam crescer ao menos 15% no próximo ano, para 850 mil toneladas, e os embarques de carne de frango deverão aumentar para 4,5 milhões de toneladas, alta de 7% em relação à previsão para 2019.
Com as condições climáticas favoráveis registradas até o momento (exceto Norte de Minas), Minas Gerais caminha para mais uma safra recorde de grãos. De acordo com o 3º Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2019/20 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é de colher 14,3 milhões de toneladas de grãos, volume 0,7% superior à safra passada, que até então era o recorde estadual. Os destaques são a soja e o milho primeira safra.
“Em Minas Gerais houve um atraso das chuvas em outubro e, portanto do plantio. Porém, com a regularização das chuvas, o desenvolvimento da safra segue dentro do esperado”, explicou o gerente de levantamento e avaliação de safras da Conab, Fabiano Vasconcelos.
No Estado, o maior destaque em produção será a soja. A projeção é colher 5,4 milhões de toneladas, volume 6,6% maior que o registrado na safra anterior, quando Minas Gerais produziu 5 milhões de toneladas. A maior liquidez e a demanda forte fizeram com que a área dedicada à cultura crescesse 2%, com o uso de 1,6 milhão de hectares. O clima favorável e os pacotes tecnológicos utilizados vêm garantindo uma expansão de 4,5% na produtividade, que pode alcançar 3,3 toneladas por hectare.
Na produção do milho é esperado incremento de 4,2%, com um volume de 4,78 milhões de toneladas na primeira safra. A produtividade, 6,3 toneladas por hectare, tende a crescer 2,9%. A área plantada está 1,3% maior e somando 758,4 milhões de hectares.
Com sinais visíveis de crescimento no setor imobiliário, no agronegócio, além do aumento da taxa de emprego registrada no final do ano, podemos concluir que outros setores da economia começam a reagir, entrando com o pé direito em 2020.

Adalgisa Botelho de Mendonça

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