FOLCLORE EM BRANCAS NUVENS

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O FOLCLORE é uma das maiores riquezas de São Francisco, mas o pensamento de administradores e importantes segmentos da sociedade só ligam as possibilidades de desenvolvimento à implantação de indústrias. Até mesmo o turismo que poderia ser uma via para alavancar o progresso do município é desprezado. O que existe, no caso – tanto do turismo como da cultura – é uma secretaria. É uma pena. É um atraso.
Enquanto isso, aqui bem pertinho, Montes Claros dá o exemplo. Uma semana de festa, a festa do Folclore que atrai as atenções e a participação dos moradores locais e de visitantes de diversas regiões. Uma belíssima festa valorizando sua riqueza, a riqueza da alma de sua gente. Um encanto o desfile do congado, dos caboclinhos, com suas roupas coloridas, canto nostálgico e envolvente, o batido das caixas e pandeiros, repiques das violas; a participação apaixonada e carregada de emoção de homens e mulheres de idade ida, de outros mais jovens e o encantamento de crianças. Quem não pode participar daquela semana de festa, de cores, de cultura, teve oportunidade de acompanhá-la pela InterTV com uma cobertura diária.

Lá paras bandas do Triângulo Mineiro vêm os foliões. Uberaba tem cadastrados 1300 foliões – é considerada a capital mineira da Folia de Reis – e, com eles e foliões de outros municípios, realizam o encontro em Romaria – neste ano, o 40º encontro. E São Francisco? Um desprezo. Poderia o município estar desfrutando da mesma fama, ter o mesmo destaque. Basta lembrar que no governo do Kato foram realizados dois encontros de foliões reunindo, em cada um deles, mais de 100 ternos. Depois veio a Cultuarte da família Raposo que logrou a aprovação de um projeto patrocinado pela TIM, apoio Lei Estadual de Incentivo à Cultura que possibilitou dar realce aos ternos de folia de São Francisco apresentando-se em cidades da região e Belo Horizonte. Sazonal. Tudo sazonal. Nada mais existe, senão os ternos de folia, mercê de seu amor à arte, da fé aos santos Reis e a outros santos de ocasião.
22 de agosto, Dia Mundial do Folclore. O quanto São Francisco poderia realizar nesta data para demonstrar a sua pujança cultural. E o que foi feito senão restritas comemorações em algumas escolas? Restritas porque não se estenderam à comunidade, o que seria interessante para possibilitar uma integração do sistema educacional com a sociedade – a sociedade conhecendo e valorizando a escola; a escola levando seus alunos a se mostrarem ao meio em suas realizações.
Deixa estar, no fim do ano vem um festival (ou competição) de bumba-meu-boi. É tudo que se tem com amparo e preocupação do poder público.

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