FOLCLORE NA PAULO FREIRE

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Na sexta-feira 30 a EM Paulo Freire promoveu uma belíssima festa para comemorar o Dia do Folclore, cobrindo, assim, uma lacuna noticiada no Veredas. A Escola foi tomada, bem cedo, por um verdadeiro burburinho com os alunos em agradável azáfama buscando demonstrar para os visitantes os frutos de seu trabalho: riquíssimos painéis retratando a cultura de São Francisco nos mais diversos aspectos: dança, medicina caseira, crendices, tipos populares, artesanato, ternos de foliões, comida típica. Nos estandes montados ao longo de corredores, alunos recebiam os visitantes e prestavam as informações pertinentes a cada um, todos com muito conhecimento. Um estande muito especial mostrou a história da Igreja de São José, desde os primórdios até à atualidade, com maquetes bem elaboradas.
Noutro momento, os alunos levaram ao público um alegre e muito bem ensaiado pot-pourri de danças folclóricas – a criançada brilhou. Outro momento foi a encenação do boi de reis, com todos os figurantes do auto, arrancando os aplausos do público e envolvendo as crianças.
O evento cultural contou, ainda, com a presença de foliões, com elementos do terno dos Correa, do bairro Sagrada Família. Domingos Correa, folião guia, cantou versos da saudação à lapinha e, como não poderia faltar, apresentou o lundu, com direito a sapateados.
Finalizando, o Grupo de capoeira, com a participação de Toc Toc, apresentou um grupo de crianças jogando a dança com muita leveza e harmonia.
Um registro. Segundo professores da Escola, responsáveis pelo evento, o livro Folclore de São Francisco, do nosso editor João Naves de Melo, foi tomado como elemento de pesquisas para montagem dos estandes e para contar as histórias.

DESTAQUE

Na apresentação do terno de foliões, a execução da caixa ficou por conta de um aluno da Escola. Embora sem as baquetas, batendo com as palmas da mão no couro, ele marcou, sem errar, o ritmo da saudação à lapinha e o lundu. O que significa isto? Que a Escola tem o cuidado de manter a tradição. A criança toma gosto pela beleza que representa o terno de folia e, assim, no futuro, poderá ser o folião mantendo a tradição. É por isso que o folclore se eterniza, não passa.
A EM Paulo Freire, com o evento tão brilhante e significativo, merece o respeito de Alceu Maynard quando disse que “Mais ama um povo quem ama suas tradições”.

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