HÁ MATEMÁTICA NA RECICLAGEM

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Preocupadas com o a quantidade de lixo descartada no meio ambiente, assim como a formação de cidadãos conscientes do seu papel na preservação da natureza, as professoras de Matemática, Flávia Almeida Celestino e Hélida Cristina Pereira Castro de Souza, realizaram na EE Everardo Gonçalves Botelho o Projeto “Há Matemática na Reciclagem”.
De acordo com dados levantados pelas docentes, o lixo é, hoje, um dos principais problemas ambientais. Anualmente os habitantes do planeta Terra produzem, em média, 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU). Levando em conta os 7 bilhões de seres humanos, o resultado da produção de lixo é de 1,2 kg por dia per capita. Segundo estudos feitos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Banco Mundial, a previsão é de que até 2050 o mundo tenha 9 bilhões de pessoas e a produção anual de lixo seja de 4 bilhões de toneladas.
Todo esse crescimento não vem sozinho, junto dele surgem uma série de adversidades financeiras e ambientais. Além do comprometimento do orçamento público com a coleta e destinação adequada dos RSU, a contaminação dos solos, da água e do ar, proliferação de doenças e animais peçonhentos são alguns dos problemas enfrentados pelo excesso na produção de lixo.
Por conta disso, muitas entidades não governamentais e órgãos ligados ao governo de vários países estão comprometidos com a diminuição desses números. Algumas nações já estão trabalhando para banir um dos maiores responsáveis pela poluição do planeta, o plástico. Índia, Uruguai e Noruega são alguns exemplos.
Outras caminham a passos mais curtos, mas igualmente conscientes a respeito da adoção de novos hábitos. Um dos exemplos vem do Brasil. No Rio de Janeiro já está proibido o uso de canudos plásticos, tendência que deve inspirar outros estados.
Atitudes simples como essa e como a destinação correta do lixo por meio da reciclagem já representam muito rumo ao aumento da preservação ambiental. A coleta adequada de lixo orgânico e inorgânico e o reaproveitamento dos recicláveis proporcionam ganhos significativos para o planeta.
O desejo de envolver os alunos a tratarem das preocupações ambientais e dos problemas de aprendizagem em Matemática nos levou a trabalhar a Matemática com a Reciclagem. Esta é uma maneira de enfocar alguns conteúdos de forma contextualizada e atualizada, relacionando o meio ambiente e a reciclagem aos conteúdos desenvolvidos em sala de aula, especificamente em matemática, pois as mudanças que se configuram no sistema educativo brasileiro, convidam educadores a repensar suas práticas educativas, com a possibilidade de interação entre as diferentes ciências, através da interdisciplinaridade e contextualização no ensino, pontuaram as docentes.
Esse projeto foi abraçado pela escola e, de forma interdisciplinar, foram realizadas pesquisas a partir de questionários aplicados pelo professor, apresentação das pesquisas em sala de aula; exibição de filmes e documentários ligado ao tema; realização de oficinas sobre reciclagem e reaproveitamento do lixo; Palestra com convidados especialistas no tema entre outras ações; coleta seletiva (separação de sólidos recicláveis: plástico, papel e alumínio).
Além da parceria entre as disciplinas e toda equipe da escola, o projeto contou com apoio da empresa Ferro Velho União, representada pelo senhor Rodrigo, pai de alunos da escola, que se dispôs a e recolher e a comprar todo o material recolhido pelos alunos.
A primeira pesagem e coleta foi no dia 28/05/2019. A última, se deu no dia 08/10/2019. Os alunos conseguiram tirar do meio ambiente quase uma tonelada de resíduos com essa ação.
O dinheiro arrecadado com a venda do material reciclável foi utilizado para pagar parte da viagem dos alunos ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (Itacarambi-MG). Um dos critérios para seleção de alunos foi a quantidade de material coletado. Assim, foram selecionados 42 alunos (do 5º ao 9º ano) para essa visitação.
Para a aluna Jennifer Pereira de Jesus (8º ano 2), “o projeto foi importante pois com essa simples ação de coletar material reciclável da própria casa, na rua e no bairro, a fez perceber como as pessoas jogam tanto lixo no meio ambiente e parecem não se importar com isso”. Já a aluna Ana Carolina Camisão (7º Ano 1) destacou: “aprendi que ao invés de jogar garrafas pets, embalagens de shampoo, etc, no lixo, ela pode juntar separadamente e vender tais resíduos e assim, contribuir para preservação ambiental e ainda ganhar uns trocados”.


(Colaborou: EEEGB)

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