LÁ E CÁ CONFUSÃO HÁ

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O Brasil está sendo levado a uma perigosa travessia. Pouco tempo para testar um governo, com tanta virulência, e isso pode desaguar onde menos se espera. Rede social de um lado e a imprensa escrita do outro lado. Se uma extravasa na defesa do governo, a outra não deixa por menos, passa, edição a edição, procurando meios de atacar e, quase sempre o faz atingindo a família do presidente. Assuntos que merecem muita atenção e explicações mais claras e honestas, são deturpados ou, então, sequer são tratados. Essa investida sistemática pode levar a um desfecho perigoso – e muita gente já percebe isso. Há um ditado que corresponde à atual conjuntura: “Cachorro acuado, reage”.
Bem, vamos deixar os problemas macros para as calendas, que aqui no micro território temos problemas bem próximos – e não são poucos.
Pelo estado de abandono do município, conclui-se que o prefeito Veim sequer tem o gosto para o exercício do cargo, deixou para lá, pouco se dá para a situação, ora é o laissez faire – que se cuidem munícipes (a palavra é até bonita para quem vive como um desprezado).
Angustia o são-franciscano o amontoado de lixo nas ruas da cidade. Há uma coleta com caminhões caçambas (um atraso) e eles não dão conta, a cidade é grande, o serviço prescinde de uma atenção maior. Contudo não é só isso. Já se falou das ruas esburacadas – a exceção de um trecho da avenida Oscar Caetano Gomes, recentemente recapeada, o resto é só cratera. Pior, pelo que parece, as pessoas já estão se acostumando – de novo o laissez faire.
Buscando dar um caráter de ação de seu governo, Veim entendeu de privatizar o serviço de travessia do rio com as balsas – incrível, por se tratar de um dos poucos serviços que vão bem e não dão prejuízo. Deu outra tacada com a audiência da iluminação pública. Ora, como iluminar o que já está tão bem iluminado? Há informação de que o projeto é uma cópia do implantado em Contagem, que se encontra embargado pelo Tribunal de Contas. Sendo ou não sendo, emperraram. São Francisco então ficou sem nada, por enquanto, tomara!
Quando a coisa não está indo bem, é salutar mexer, mudar. E isso fez Veim, mudando secretários – da Educação (tirou o professor Cleon, que se saía bem (no trabalho é claro); mudou o secretário de Saúde; mudou, mais uma vez, os secretários de Agricultura e Meio Ambiente e da Cultura; removeu a quase inatingível Penha, da Secretaria de Desenvolvimento Social. Sobrou até para o advogado Jaime Gesteira, um especialista em direito administrativo e que por tantos anos vem prestando serviço ao município naquela área. A população pregou uma interrogação na testa querendo saber o motivo de tal jogada de seis por meia dúzia – “or não”, como diz o matuto. E mais, não entendeu por que a maior pedra no sapato do prefeito (em relação ao município, é claro) continua firme, tão firme como Gibraltar. O chefe de Gabinete, braço direito do prefeito (ou o prefeito?) é intocável. E São Francisco, como fica? Cresce o descontentamento na rede social e é só o começo.

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