LIVES E VÍDEOCHAMADAS

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Na solidão imposta pela Covid 19, alternâncias têm surgido para enfrentar o cotidiano sem os riscos de contaminação. Não são tantas, mas há umas que mantêm os elos entre pessoas – familiares e amigos, que se encontram distantes. No recesso de seu lar, no aconchego dos “retidos”, é possível ir distante, até mesmo ao exterior, e bater papos por horas com amigos. Ir longe sem enfrentar viagens e gastos. É claro que não seria o mesmo de estar corpo-a-corpo abraçando-se com alegria, mas trazem conforto. Falamos das Lives e Vídeochamadas.

Na vídeochamadas a conversa é direta, com um grupo se interagindo a viva voz, mostrando a face sem a máscara e, assim, resplandecendo o sorriso. Em recente vídeochamadas fui de São Francisco a Curitiba; de lá passando por Belo Horizonte, Brasília-DF, Montes Claros, Januária e Vitória-ES; fui além-mar pousando em Lisboa e Berna – Suiça; no giro de volta, passei por Augusta, capital do Maine – EUA. Maravilha das maravilhas e um refrigério para uma alma em ponto de aflição.

Noutra noite, por duas horas, assisti à Live do Memórias de São Francisco numa sensacional entrevista de Eduardo Leal de Melo –  Dudu, com Guilherme Barbosa Pereira – Gui. Por comum temos assistido às Lives com cantores nacionais e estrangeiros. Sem dúvida, uma gratuidade e acesso a performances que definitivamente não teríamos como presenciar aqui das distantes barrancas e sem poder se deslocar. Aí, de repente, fomos presenteados com a Live de Dudu com Gui no Memórias de São Francisco. A entrevista  alcançou formidável repercussão com chats de amigos de todas as bandas – surgiram nomes que há muito não se ouvia falar, pessoas muito queridas em São Francisco. Foi, assim, um reencontro virtual, uma troca de abraços à distância. A entrevista foi muito interessante. Além de expor o grande talento e simpatia do Gui nas artes – fotografias e músicas –  foi uma oportunidade para uma reflexão sobre o atual estágio da cultura em nossa terra. Gui, com toda sinceridade, expôs – o que todos nós sentimos e lamentamos – o total desprezo, das autoridades públicas e  parte da população, por nossos valores culturais, nosso patrimônio histórico. Ressaltou a triste situação da nossa ONG Preservar, que apesar do esforço e dedicação de seus diretores não tem o necessário respaldo das autoridades e da sociedade. O trabalho de Gui foi reconhecido por centenas de pessoas – pessoas que de fato se sensibilizam e amam São Francisco.

Vamos aguardar ansiosamente novas pérolas do Memórias de São Francisco, um trabalho sério e muito importante para nossa memória.

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