MAIS UMA VEZ A APAC

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A história da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de São Francisco já é antiga. Há muitos anos vem uma equipe de voluntários tentando implantá-la no município, atendendo, ainda, aos municípios de Pintópolis e Icaraí de Minas, que compõem a Comarca de São Francisco. Debalde tanta dedicação e ansiedade dos diretores, pois sempre esbarram em barreiras quase intransponíveis. E são muitas. A Apac não desperta os interesses do poder público e da sociedade, que não vêm o quanto é necessário ter uma atenção muito especial para a situação do condenado. A prisão por si nada resolve. Importante é a ressocialização dele, inseri-lo como agente do bem na sociedade. Não dando atenção ao problema, poder público e sociedade, estão sujeitos à uma situação de segurança crítica permanentemente. Se não é possível prevenir, que pelo menos busque um remédio para sanar o problema criado.
Outro ponto crítico está no Judiciário a quem, sem dúvida deve interessar a solução do problema, ou seja, a criação da entidade. Contudo, não tem sido assim. No passado, um juiz aplicou recursos que seriam destinados à Apacom – entidade primitiva da Apac – para a construção de um prédio anexo ao Fórum, o que, sem dúvida, deveria ser com verba do Tribunal.
Transformada em Apac, estimulados por promotores, um grupo de voluntários, tendo à frente Maria Mendes, Corional, José Paulo e Evilton Almeida, assumiu o projeto de construção de um prédio para funcionamento da entidade, onde trabalhariam os detentos em regime semiaberto. Um trabalho que encontrou grande repercussão em Itaúna-MG e Pirapora-MG. Mais uma vez, faltou o apoio do judiciário. Diversas vezes procurado para interferir junto ao Tribunal de Justiça ou outros organismos do governo no sentido de conseguir liberação de recursos, ex-juiz da segunda vara e diretor do Fórum recusou-se fazê-lo. E, assim, a Apac não logrou conseguir verbas para dar andamento a obra, até agora, um elefante pardo.

Agora, Corional Ramos Pereira, novo presidente e José Paulo, tesoureiro, assumiram o projeto e, como tal, foram bater às portas do Tribunal de Justiça e, lá, tomaram conhecimento que por falta de indicação (?) a Apac de São Francisco não foi contemplada com uma fatia da verba de R$ 13 milhões. Não conseguiram se quer encaminhar o projeto da construção do prédio da Apac de São Francisco. Agora, estão em peregrinação junto às Prefeituras e Câmaras Municipais de São Francisco, Icaraí e Pintópolis.
Fica a percuciente pergunta: conseguirão o tão indispensável apoio?

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