MARCHANDO PARA TRÁS

0

Quando são muitos e difusos os interesses nem sempre se chega a um bom termo sem muito sacrifício, renúncias e uma boa dose de sentimento puro. Poder-se-ia falar em altruísmo, mas é querer muito, quando se vive, em nível mais abaixo, a situação tão difícil e complicada em que se encontra o país. Mal recuperando dos escândalos do Mensalão, da Lava Jato, dos rombos da Petrobras e BNDS e se vê empacado, sem perspectivas, o país dividido. Não se vislumbra uma solução, novos horizontes, pois o que se apresenta continua ruim e descamba para o pior. Como recuperar o país, o orgulho, a confiança, quando se vê uma luta quase fraticida de grupos que se antagonizam pensando apenas em seus propósitos? Setores da imprensa (televisiva e escrita), rede social, digladiando-se – na maior parte esmiuçando fatos, criando fatos, tudo fazendo, com insistência para minar o presidente da República.
Que rumo pode ser tomado vendo que o partido praticamente criado na esteira da campanha do capitão Bolsonaro, que antes tinha apenas 1 deputado federal e nenhum senador, diluindo-se como açúcar na chuva. Cresceu a gula com a verba partidária, dinheiro nunca visto e até mesmo sonhado pelo PSL. O Congresso se já não andava bem, agora, com tanta ganância de poder e dinheiro, é que perdeu de vez a confiança do povo.
Causam arrepios, também, os posicionamentos que tem tomado o STF. São tantos os clamores públicos que só há uma conclusão a chegar – alguma coisa está errada. Depositária da confiança e segurança do povo brasileiro, a Corte Maior, em importantes decisões, está vagando em mares desconhecidos.
No município, ainda longe da eleição, deflagra-se uma contenda de olho na cadeira do Executivo. Não é mal. Realmente o povo precisa pensar, discutir e prepara-se para eleger seus governantes. É preciso para que não se repita – como sempre – o chavão: “todo povo tem o governo que merece”. Então, até quando São Francisco terá “o governo que merece” e não o governo que possa tirar o município do ostracismo, da estagnação, que se faça, de fato, forte, representando o que é de fato – está entre os quatro maiores (população, registre-se) do Norte de Minas. Uma posição só, por si, nada vale.
Teria que mudar o quadro político do município, sair da mesmice, dos mesmos políticos, das mesmas ideias – sempre vazias, inconsistentes, quando as tem. Parece que vai ser difícil pelo quadro que está se pintando: deputados já cercam os currais, ditam as cartas, escolhem seus cabos eleitorais. O povo não é consultado, pulsado. Se continuar assim, São Francisco vai continuar marchando de forma invertida.

Campartilhe.

Comentários desativados.