MITO DA CAVERNA

0

No Brasil, políticos, cortes e determinados setores intelectuais dispensam especial  tratamento à pobreza. Uns, como escreve a história da humanidade, evidenciam cinismo imenso, demonstrando preocupação em resolver, dela, os problemas. Contudo, não  ocultam o subterfúgio, a intenção de se locupletar – bonzinhos dão o simbólico visando ganhar muito mais. Retratam esta aparente  atenção humanitária, os malfadados programas sociais, que mantém a pobreza sempre na miséria, desestimulando a sua capacidade de trabalho, ofuscando o seu orgulho e a vontade de crescer na vida. Na intelectualidade doutrinária, entre eles artistas de todos naipes, a pobreza serve-lhes como painel de promoção nada contribuindo na sua promoção real. Maniqueistas criam meios para a convulsão social, enquanto vivem em paraísos, nababescamente até mesmo noutros países. O cenário deve ser este para favorecer a minoria que vivendo noutra esfera procura manter iludida uma maioria e, influenciado  parvos os enganáveis.

Este quadro nos leva ao “Mito da Caverna” de Platão – a metáfora que revela prisioneiros vivendo em uma caverna desde a infância. Eles podem avistar somente as sombras projetadas na parede situada à sua frente; sombras ocasionadas por uma fogueira, que lhes dão a conhecer somente gestos e objetos, que projeta. Uma maneira distorcida que representa  todo o conhecimento que eles tinham do mundo exterior – sombras e ecos Um dia um dos prisioneiros foi liberto. Aí ele percebe que havia pessoas e uma fogueira projetando as sombras que ele julgava ser a totalidade do mundo. Encontrando a saída da caverna, ele tem um susto deparando-se com o mundo exterior. A sua visão é ofuscada pela luz solar; ele sente-se desamparado. Aos poucos, sua visão acostuma-se com a luz e ele começa a perceber a infinidade do mundo e da natureza que existe além da caverna. Percebe que aquelas sombras, que ele julgava ser a realidade, eram cópias imperfeitas da realidade. Ele poderia fazer duas coisas: retornar à caverna e libertar os seus companheiros ou viver a sua liberdade. Correria o risco de sofrer ataques de seus companheiros, que o julgariam como louco, mas poderia ser uma atitude necessária, por ser a coisa mais justa a se fazer. O que quer dizer esta metáfora? Que existe um modo de conhecer, de saber, que é o mais adequado para se pensar em governantes capazes de fazer política com sabedoria e justiça. Diante do que assistimos na insana luta pelo poder no País, existem muitos prisioneiros nas cavernas que eles vêm  cavando anos após anos. Machado de Assis dá o tom: “A liberdade qualquer que seja a sua espécie, é o sonho de todos os cativos.” Brasileiros cativos de falsas ideologias, enganados por falsos profetas,  estão descobrindo a liberdade. Aí haverá um grande reverso e a caverna poderá ser soterrada.

Campartilhe.

Comentários desativados.