NA SENSAÇÃO DO VAZIO, A RENOVAÇÃO DA FÉ

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Vazio. Imensamente vazio. Cenário de abandono, visão que  causa  angústia, levando-se à profundas reflexões – é como se encontra o mundo diante da ameaça do coronavírus. Diante da total impotência e vulnerabilidade, pergunta-se: o que é o homem, o super-homem diante de um invisível vírus? Homens que se julgam tão poderosos, senhores de impérios, de grandes tesouros, das guerras, condutores de vontades, semeadores de ideias – boas ou contraditórias; saudáveis ou deletérias? Homens que assomados de teorias se julgam no direito de ditar o modo de vida de seus semelhantes – muitas vezes induzindo-as com falsidades, mentiras ou à força? Aí aparece um invisível vírus e tomba o homem em seu poder e orgulho. Diante do invisível vírus nada valem suas patentes, seu poder, suas armas, sua fortuna. Tornam-se nivelados aos mais humildes e simples  homens – são todos mortais em estado de risco.

O retrato de um mundo amedrontado, assustado foi captado e transmitido em rede mundial, mostrando um cenário doloroso, triste, angustiante,  um mundo humano vazio:  sexta-feira 27: a praça São Pedro, Vaticano, por comum  sempre coberta por milhares de fiéis. E o que se viu? Um cenário de solidão, apenas o papa e seu secretário diante do altar –  dramaticamente sombrio e triste emoldurado pela  chuva, que caía no momento. O papa, diante do crucifixo de Cristo – a mesma imagem que percorreu as ruas de Roma quando a peste Negra, assombrou a Eurásia entre os anos de 1346 e 1353 levando à morte milhões de pessoas, concedeu a benção extraordinária Urbi et Orbi para os fiéis de todo o mundo.

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