NADIR, SEMPRE NADIR

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No homem, o maior e mais rico dom é o do AMOR.
Foi por sua manifestação que passamos à existência.
Foi por ele que se fez a aliança de Deus com os homens

Foi por ele que Deus nos acompanha, ampara, ajuda e até perdoa constantemente, mesmo quando nos desviamos do caminho, e a maior prova disso nos deu ao ser imolado seu próprio Filho para nos mostrar o caminho da salvação.
O amor é tão doce, suave, generoso, paciente, não tem inveja, nem é orgulhoso. Dele fala São Paulo, sobre as virtudes destacando que “por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade”.
O amor é oração que enche a alma de paz e faz brilharem os olhos de alegria; que nos põe em estado de graça.
O amor nos coloca diante dos pais para agradecer o dom da vida, que é fruto do amor e diante dos irmãos, manifestando, sem egoísmo, a satisfação do abraço fraterno, do se respeitar e querer e de se doar.
O amor é alegria e faz o homem florescer, dar frutos e semear.
Com o amor se constrói universos, faz a vida grandiosa, risonha e feliz.
O homem e a mulher, quando se unem pelo amor e nele vivem, criam um mundo especial, dadivoso e, malgrado as dificuldades que possam enfrentar, como casal, sempre terá maior soma de felicidade.

Nadir foi amor. Lembremos. No dia 30 de dezembro de 2000, nossos corações estavam em festa, jubilosos, quando nos reunimos no Automóvel Clube para demonstrar o que sentíamos bem forte no peito: a união de Edson e Nadir. E ao lado deles, no gozo de sua amizade, tão familiar, contemplávamos, daquele amor, a árvore dadivosa em que se transformaram os dois no jardim da vida, dela vindo tão belos e bons rebentos: Celson, Celeide, Maria Célia, Luiz Carlos, Sérgio e Fatinha que são nossas alegrias.
Esse amor radiante, tão bonito, tão feliz, nos inundou a todos, seus amigos, pelo caminho que passou esse casal, como se soprasse polens encantados e perfumados para nos mostrar a vida. E mostraram.
E teve um dia, que tendo cumprido sua missão, veio o encantamento do Edson – só de corpo, pois sua presença tornou-se constante entre nós.
E o tempo passou, sempre na alegria amorável do convívio com Nadir. Mas eis que também seu tempo passou, e encantar-se preciso era. E ficamos, no gozo presente de sua lembrança. Lembrança da mocinha secretária do Campo de Sementes, braço direito do diretor João Pitanguy e dona Yolanda, seus amigos; da jovem esposa se fazendo secretária e professora de prendas domésticas em uma escola de jovens oriundos do meio rural, em sistema de internato – Escola Caio Martins. Ali, ela foi figura cheia de brilho, dedicada, responsável, amorosa que ajudou construir aquela grande escola, desde os dias primeiros.
Deixando a escola, por força de aposentadoria, dedicou-se a outras atividades também de elevada significância – atividade religiosa, sempre presente na paróquia de São José, principalmente nos festejos de coroação de Nossa Senhora e nas armações do presépio, no Natal. Como ajudava o padre Vicente que se fez tão grande amigo da família.
Nadir apenas fechou os olhos, não mais que isso.
Quem crê em mim viverá eternamente, pregava o Divino Mestre. é o que sabemos de Nadir que, devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que, a cada ano, seguindo a tradição de sua mãe, dona Jardelina, festejava em seu lar, com os amigos, em oração. Tinha ela vida espiritual e familiar sem igual, e uma rede de amigos imensa. Então, em nossos corações será eterna.

Descendência do casal Edson e Nadir

Celson – Felipe (Marina): Isadora e Eduardo.
Celeide (Odilon) -Juliana: Lucas e Maria Flávia.
Danilo (Newmara) – Mateus e Pedro.
Roberta – Davi.
Fernanda (Júnior).
Maria Célia (Custódio) -Henrique, Remo e Bruno
Luis Carlos (Cláudia) – Luís Sávio, Ana Luiza e Victor
Sérgio (Zane) – Serginho e Gabriela
Fatinha

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