O CASAMENTO

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Cerimônia de casamento na Igreja Católica tem um ritual/social muito comum – nem todos, na verdade, pois depende do poder aquisitivo dos noivos. Tudo começa com a ornamentação da igreja com os arranjos florais, colocação de tapetes e outros adereços, isso no correr do dia. Geralmente, a cerimônia ocorre à noite. Nos convites, por sua vez – quem sabe para assegurar presenças – o início da cerimônia é designado para as 20h. Assim, alguns convidados, chegam com antecedência buscando assegurar um lugar em que possam ser notados pelos pais dos noivos – questão de afinidades e demonstração de apreço. Um fato ou outro sempre provoca o retardamento do início da cerimônia. Um pouco antes do início previsto, inicia-se a azáfama dos preparativos finais. Entram em cenas a equipe do cerimonial, com as cerimonialistas sempre vestidas de preto – nesse sentido, o terninho preto tão básico e prático é extremamente eficaz. Permite que a cerimonialista e sua equipe se movimentem sem muita preocupação, além de ser uma roupa formal e elegante. Não é a toa que é o uniforme mais escolhido nesse meio! No altar, não é menor a movimentação, o entra e sai da sacristia. Chega um auxiliar colocando o genuflexório na parte central do presbitério, outro as velas no altar, mais uma à frente cuidando dos microfones e até mesmo outro cuidando de varrer o piso, que preciso estar impecavelmente limpo. Num átimo, ligeiro, chegam os fotógrafos que, a exemplo das cerimonialistas, vestem-se, também, de preto – o fotógrafo não deve chamar muita atenção, sua apresentação deve ser discreta, com roupas alinhadas ao estilo do casamento ou uniforme da equipe, geralmente na cor preta. Rapidamente instalam o equipamento de iluminação extra e vão se posicionando em pontos estratégicos para não perderem o melhor lance. De um lado os músicos – também de preto – vão retirando os instrumentos dos estojos e cuidando da instalação nos aparelhos de som, testando-os. Uma cantora cuida das partituras nas estantes, que foleia diversas vezes de maneira teatral. Por fim, fazem o tradicional teste de microfone – sempre tem que ser minutos antes da cerimônia: um, dois, três, testando! Chegam os convidados que sabem, e que nunca erram, que o início da cerimônia de casamento sempre atrasa. Por fim, com os indefectíveis atrasos de quase duas horas, tem início a cerimônia. Soa a música inaugural, os convidados viram as cabeças, ávidos, para a porta do templo com o fito de acompanhar cada lance do desfile de padrinhos, pajens, noivo e, por fim, a entrada triunfante, da noiva sorridente. Dá-se vontade de aplaudir, mas fica apenas no sorriso esfuziante…

JNM

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