O PERIGO DAS FAKE NEWS

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Há dias que a maioria, a grande maioria, dos brasileiros está reclusa, amedrontada diante da presença do coronavírus. Afinal, segundo anunciou a OMS trata-se de uma pandemia. Falando-se em pandemia – credo! – vem à lembrança a peste Negra que quase acabou com a população da Europa. A coisa é mesmo muito brava, pois a peste dizimou um terço de uma população de 80 milhões. Hoje a população da Terra supera 7,6 bilhões de habitantes – segundo dados da ONU. Diante deste dado, as mortes até então contabilizadas, são ínfimas, graças aos cuidados que vêm sendo tomados. Do contrário, o desastre seria tal qual uma hecatombe.

O que vai mal é a estúpida batalha entre apoiadores do presidente da República e as hostes contrárias, numa disputa entre a Direita e a Esquerda. Pelo que se acompanha na rede social e nos noticiários, nota-se o que  o destino do País e a população no geral está em segundo plano. Pode-se acabar numa final sem vencedores. Dizem uns, debochadamente, que o presidente não tem respeito pela vida humana, que despreza a virulência da ameaça do vírus. Os defensores do presidente alegam que o desfecho da paralisação poder significar o caos para a economia e a vida dos brasileiros. São tantas  as teses, as explicações. Contudo, o que se tem é o olho no poder, mais uma demanda política. No final – qualquer que seja ele – quem vai pagar a conta? Uma coisa é certa: a paralisação por x dias implicará num retrocesso da economia brasileira e, com ela o processo de recuperação que pode arrastar muita gente à miséria. Por outro lado, o risco que correm as vidas humanas. Então, diz a sabedoria popular: “Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come”.

Enquanto o perigo ronda – coisa muita séria – na rede social lê-se opiniões das mais estapafúrdias, desencontradas e irresponsáveis. Uma pessoa instruída sabe discernir o falso do verdadeiro – isto exige certo conhecimento e não apenas o bom senso. Às vezes uma informação plantada pode revestir-se de caráter verdadeiro e, depois, vá lá conferir,  descobre-se que é uma deslavada mentira ou irresponsável brincadeira. Com isso, pessoas inocentes embarcam na história, tomam partido ou ficam desorientadas.

Neste cenário, o coronavírus pode não ser como a peste Negra, mas deixa o país numa situação negra.

Voltaire Limão

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