PARA OS POLÍTICOS

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Temos observado o surgimento de um enxame de candidatos ao Paço Municipal e à Câmara Municipal. São pré, como dizem. Assim, não é de se estranhar que ainda não apresentem  suas propostas, planos de governo. Mas é preciso para que possamos aquilatar cada um. Se voltarmos no tempo, podemos encontrar ensaios que visavam o progresso planejado do município. Isto encontramos nas páginas de uma coletânea do extinto SF – O Jornal de São Francisco, que, saibam, é o único registro escrito que temos do cotidiano são-franciscano. Pretendemos, no aproveitamento do tempo disponibilizado pela quarentena, pinçar alguns artigos ou registros publicados nele. Embora muitos daqui não achem, afirmamos que conhecer a história é a maneira mais eficiente para se conduzir no presente e se projetar para o futuro. No caso, podemos dizer, que São Francisco é de uma pobreza  estampada no caso, principalmente, por certos políticos no desprezo à cultura. “História é a mestra da vida”, disse Cícero, famoso imperador e orador romano.  Com esta expressão, ele queria dizer que por meio dos exemplos do passado, dos sofrimentos e sucessos, das tragédias e dos grandes feitos das gerações anteriores, podemos extrair lições para nos orientarmos no presente, diante dos problemas que se apresentam. Fica para outra ocasião a revisão.

Focamos, nesta oportunidade, o Plano Diretor Estratégico do Município de São Francisco. Garanto, sem querer ser cáustico, que muitos políticos não têm noção do que seja um planejamento estratégico. Isto podemos afirmar, contudo, pelo descaso com que as administrações têm tratado o nosso Plano Diretor. Será que o conhecem?  Neste Plano, o administrador encontrará todas as linhas para o exercício de uma excelente administração, suprindo a desculpa de falta de recursos para execução de obras. Ora, são muitas as metas que podem ser cumpridas sem a necessidade de elevado investimento.

O Plano Diretor Estratégico é, para o administrador, o que é a bíblia para os cristãos – única regra de fé e prática. O bom administrador não pode ser um bom improvisador. É preciso seguir as regras impostas por lei.

Por fim, como temos visto muito comumente em São Francisco, a falta ou péssima execução de planejamento, sugerimos aos candidatos que se dediquem à preparação para assumir a função pública desejada. Uma sugestão: leiam a crônica de Machado de Assis “Uma lenda persa”. Aí poderão entender um pouco mais da química social. Dá trabalho, mas é preciso ler.

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