PEQUENA CRÔNICA

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DO CONTO DE FADAS…

“Era uma vez…” eu, na doce infância, ouvia minha mãe repetindo, todas as noites, contando-me belas histórias, que guardo até hoje com sua indelével e amável figura. Em tempos atuais os pais já não contam histórias para seus filhos e, talvez o doce momento nem tenha mais vez, pois crianças de cinco anos já dominam o celular com interessantes joguinho – são outras as histórias.

O conto de fadas não perdeu, contudo, sua áurea, seu encanto e ar de fantasia, um enlevo, sem dúvida. Conforme o evento desperta atenção no mundo afora. Um exemplo está para acontecer neste sábado, na Inglaterra, o casamento do príncipe Harry, um dos herdeiros do milenar trono da Inglaterra com a plebeia Rachel Meghan Markle. Numa dimensão muito maior, os contos de fadas se transformam em realidade. Muitos ainda lembram a bela história da Cinderela que, de uma humilde adotada,  foi escolhida eleita para unir-se a um belo príncipe, cobiça das moças da corte.

A união do príncipe Harry e Meghan tem dado assunto a comentários e artigos jornalísticos mundo afora, pois confronta com a tradição da família real da Inglaterra. Imaginar se seria possível um príncipe, de pura linhagem unir-se a uma plebeia com ascendência negra, divorciada, atriz e americana. Casamento com plebeia não é o primeiro na história da monarquia inglesa, mas não com tantos itens desfavoráveis. Contudo, pela que se noticia, Meghan tem muito mais que beleza, tem atributos que despertam atenção, carinho e respeito, sobretudo por não negar suas origens e por dedicar-se a causas humanitárias.

A Inglaterra com suas tradições despertam nossa atenção. A sua história remonta ao período neolítico e muitas efemérides foram marcadas até que se formasse a nação que recebeu o atual nome – Inglaterra (Engla land – terra dos anglos). E no correr dos anos, tantos capítulos marcaram a história da Inglaterra e sua projeção no mundo com conquistas em todas as áreas. É tanto para se admirar, sobretudo pela organização político-social que tanto falta faz ao nosso país, com uma desculpa, como dizia o padre Germano: “ele é ainda um bebê, está na fase das vacinas e não passou por grandes tragédias”. Se servir por consolo, dá para esquecer a parte da grande obra de Dante que políticos e empresários transformam o nosso pais – um inferno.

Neste sábado, temos direito a um espaço para sonhar com as pompas de um casamento a lá conto de fadas. Abranda o espírito com uma pontinha de inveja.

Sim, o casamento se realizará na capela São Jorge – imaginem, capela, o belíssimo templo gótico de 1475-1528 – uma obra de arte de rara beleza, igreja intimamente ligada à história da monarquia, local de descanso de reis e rainhas e epicentro da cavalaria inglesa. Inspirando-se nos cavaleiros da Távola Redonda do rei Arthur, Edward III fundou em 1348 a Nobilíssima Ordem da Jarreteira, a mais prestigiosa do país.O rei escolheu a capela de Windsor como a “igreja-mãe” da ordem e a dedicou ao padroeiro da Inglaterra, São Jorge.

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