PLANEJAMENTO

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Se um são-franciscano perguntar ao governo municipal – Executivo e Legislativo – qual é o plano de desenvolvimento elaborado para alavancar o desenvolvimento do município terá, certamente, como resposta um não sei, ou não tem. O que se constata é que os governantes do município – com raríssimas exceções – assumem o poder sem qualquer bandeira, sem propostas definidas. Passam-se os anos e São Francisco continua sem perspectivas, não tem uma meta a alcançar, ficando tudo por conta da sociedade civil quanto à busca do desenvolvimento.
A falta de planejamento leva a erros terríveis, a desperdícios de dinheiro público e a permanente paralização. Perde-se muito tempo com ações inúteis e em improvisações, quase sempre demagógicas. Ou seja, se urgem reclamações, faça festas.
Dias atrás moradores do centro da cidade se viram às voltas com as enxurradas, verdadeiros rios invadindo suas casas, comércio e alagando ruas e avenidas. É o que sempre acontece quando ocorre maior volume de precipitação pluviométrica. Fica difícil evitar, agora, corrigindo-se um erro grave de falta de planejamento. Sabiam os administradores que a urbanização de áreas a montante da cidade acarretaria um fluxo intenso de enxurrada para as áreas centrais; a pavimentação de ruas nos bairros Aparecida e Regalito canalizariam as águas coletadas das chuvas, ao talvegue de duas vertentes, desaguando, diretamente na rua Silva Jardim. Em tempos pretéritos havia retenção de grande parte das águas da chuva, pois havia cobertura vegetal. Com a urbanização, criou-se um canal livre para o escoamento das águas transformando a Silva Jardim em um riacho.
Poderia ser evitado. Preciso era, planejamento, execução de obras que diminuíssem o problema. Um exemplo: na implantação do complexo Eldorado, o Codema condicionou a liberação ambiental à construção de obras de detenção das enxurradas. Foi construída uma bacia e, com isso, pelo menos, as águas escorridas daquele conjunto não ganham o centro da cidade.
Por volta de 1979, depois da grande enchente, construiu-se o dique para evitar que o São Francisco invadisse a cidade. Foram construídas duas lagoas de contenção de águas pluviais e uma imensa galeria cortando a avenida Presidente Juscelino do Mercado Municipal à Escola Caio Martins. Obras inúteis, dinheiro jogado fora e problemas ambientais criados. A galeria que seria para o escoamento das enxurradas de áreas a montante não tem qualquer utilidade, pois sua localização foi inadequada. A galeria deveria ser construída na avenida Brasiliano Braz, retendo o grande fluxo de enxurrada, conduzindo-a à Escola Caio Martins onde poderiam ser construída lagoa de contenção, com grande utilidade para aquela escola – uma obra de contenção. A avenida Oscar Caetano e Presidente Juscelino estariam livres de inundações.

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