PRIMEIRO O STF DEPOIS O CLERICALISMO

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Todos os cordeiros necessitam de um pastor – os adultos e os pequeninos. A ele cabe conduzi-los, como recomendou o divino Mestre a Pedro: “Apascentai as minhas ovelhas”. Missão confiada a um rude pescador, entendida pelo que disse C.M. de Heredia, S.J: “Isso é um assunto de um Deus. Espera e verás como o Filho de Deus, que deu a Pedro a Suprema Potestade, saberá ajudá-lo para que saiba fazer uso dela”. Extraordinário o poder concedido a Pedro e, por ele, aos pastores que o sucederam. Diante disto, surpreendeu-nos, agora, a carta de alguns pastores brasileiros, em sentido dúbio, endereçada ao papa, desagregando o rebanho. Uma terrível cizânia se anuncia entre os pastores e abala o rebanho. Por uma questão de FÉ, de nossa adesão à crença, que nos foi alimentada pelo cristianismo, perguntamos: quais são os nossos verdadeiros pastores? Não buscamos Deus assentados no plano material, que é susceptível de nos arrastar ao mais profundo báratro graças às mazelas humanas inerentes à política: insídia, inveja, avareza, cobiça, corrupção e desamor. Deus está em um plano superior. É posto a nós a fé que diviniza, a que nos integra ao Criador, sem riscos impostos pelos pensamentos transversos de intermediários que não seguem o ensinamento de Cristo: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Assim, numa encruzilhada, quedamo-nos no espanto ao ver que representantes de Pedro, que deveriam por missão, conduzir os cordeiros com a firmeza de seu cajado, tergiversam do seu mister espiritual enchafurdando-se no bem material. Enveredam-se no ramo político, intercedendo em searas que não condizem com o que pregou Jesus “Amai-vos uns aos outros…” Como políticos – o que é da natureza – semeiam o joio no campo. Aí vem o semeador com a foice e, ao seu entendimento, ao separar as espécies corre o risco de exterminar também o trigo. No alarde causado pela carta dos pastores ao pastor-mor, vejo-me como J. D. Salinger: “E eu estou parado na borda de um penhasco maluco. O que eu tenho que fazer é que eu tenho de pegar todo mundo se eles forem cair no penhasco…” Sim, o que se vê são muitos católicos escandalizados, com profundas feridas que podem custar tempo para colmatar a cissura aberta. Faltou sageza na inspiração dos estrênuos defensores do socialismo (comunismo para alguns), signatários da carta contra o governo brasileiro.

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