SÃO FRANCISCO E A COVID 19

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A cidade de São Francisco dá impressão de ser uma ilha no revoltoso mar invadido pelo coronavírus. Os meios de comunicação dão conta do alastramento da pandemia em curvas ascendentes de contaminados e número de mortes. Em São Francisco, que foi anunciada como município de alto risco por conta da falta de condições para o enfrentamento da pandemia, mas mesmo assim, são raríssimos os casos anunciados de contaminados e os casos de óbito foram excepcionais. Tal quadro tem levado grande parte da população a encarar o coronavírus como mera gripe. É grande o número de pessoas que andam pelas ruas da cidade sem o uso de máscaras, que conversam muito proximamente, que se abraçam. Incrível e espantoso de estrema preocupação: promovem-se pequenos shows com dança e conversas sem máscaras. O comércio, não obstante, os cuidados, não está fechado. Carros de propaganda rondam a cidade até durante a noite anunciado consultas médicas, propaganda comercial, tudo como se não houvesse o risco, alto risco de contaminação. A moçada se diverte com o futebol no estádio municipal, sem qualquer cuidado. Treinam, jogam, e saem em bando pelas ruas sem usar a máscara. São jovens e resistentes – devem pensar – e imunes à contaminação pelo vírus.

Numa situação desta, alguém observou – com ou sem razão – que o coronavírus não encontrou espaço em São Francisco, não se deu bem com o calor da cidade embora ainda esteja em estação fria.

Quanto ao uso ou não de máscara, um cidadão observou, com muita razão, que as pessoas que usam máscaras não estão apenas se protegendo, mas também o próximo. As pessoas que não temem o vírus, se acham imunes, fazem o contrário, são uma ameaça a terceiros. A questão do uso da máscara, então, tem duas vias – a de ida e a de volta. Não se trata de postar-se como corajoso, enfrentar o vírus; trata-se, também,  de proteger o próximo.

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