SÃO JOÃO BATISTA

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São João é um santo bastante festejado em São Francisco. Ainda que não seja declarado feriado no dia 24 de junho, dia a ele consagrado, a cidade para, nada funciona. As comemorações dos tempos atuais não guardam a tradição de anos passados, com muitas fogueiras – a rua do Quebra, por exemplo, era iluminada de ponta a ponta – quadrilhas, casamento na roça, “pular fogueira” para fazer afilhados e compadres; tempo de comer batata assada na cinza, de madrugada, muita peta e pães de queijo e chás. Tudo mudou, perdeu-se o espírito coletivo, mas a comemoração familiar ainda é forte. São Francisco, como observou uma pessoa da comunidade, perdeu uma oportunidade de explorar os festejos de São João como uma atração turística, como se via no governo de Zedir Pinto – uma semana de festa na praça.

QUEM FOI SÃO JOÃO

São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a seis km do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. Ele foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo – ele batizava o povo, daí o nome João Batista, ou seja, “João, aquele que batiza”.
São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. Ele era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.
A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou, como o Anjo havia dito.
Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1,41-43). Esta saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave-Maria.
Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.
Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo, 1-27). Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo, 1-29). Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao seu encontro para ser batizado, então ele disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt 3, 14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.
Nas pregações de São João, ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, rei fantoche de Roma, na Pereia e na Galileia. João denunciava a vida adúltera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. Ele denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.
São Marcos, em seu evangelho, narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas (Mc 6,14-29)
São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz. Um outro ícone que o representa, mostra a imagem de uma criança segurando um cordeiro e uma cruz com uma flâmula. Na flâmula, a inscrição: “Ecce Agnus Dei” (Eis o Cordeiro de Deus).

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