SÉRGIO SCHULTZ UM AMIGO

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VOLTAIRE LIMÃO

Descendo o Rio São Francisco, desde a nascente, no final do ano passado, aportou em São Francisco o cidadão franco-brasileiro, Sérgio Schultz, que trazia na bagagem anos de vivência na França e outros países da Europa. No período em que esteve na cidade, tornou-se um propagador de cultura, distribuindo livros e jornais para estudantes e oficiais de diversas áreas, incentivando as pessoas ao hábito da leitura. Em pouco tempo, ele conheceu e entendeu São Francisco mais que muitos locais. Dava notícias de quase todos os recantos da cidade, relatando, com precisão e honestidade, os problemas que detectava. Demonstrava muita preocupação com o problema do lixo, entendendo um certo descuido da população a respeito e, por isso, preconizava que as escolas deveriam trabalhar muito a questão com os alunos.
A visão do Sérgio se revelava ao analisar os trabalhos em curso em São Francisco com vista ao desenvolvimento e, por isso, manifestou admiração pela ADM – Desenvolve São Francisco acreditando no projeto, pois ele tem um olhar no futuro e reúne pessoas comprometidas com o bem do município.
Sérgio era uma visita certa, toda semana, na redação do jornal Veredas – repassando relatos de sua experiência, de seus conhecimentos, doando material literário e de pesquisa, e adquirindo exemplares de jornais para distribuir na cidade – para os estudantes de escolas –, ele adquiria 50 exemplares e dizia: nossos estudantes precisam ler.
Na sexta-feira 21, ele nos deixou. O seu périplo é interessante. Sérgio quer conhecer o vale do São Francisco, uma civilização nova e diferente para ele que é natural do Sul – Paraná, onde, como ele diz, a cultura é miscigenada com caldo germânico, italiano, português e japonês. Sérgio revelou grande conhecedor da história mineira, desde a implantação das primeiras vilas em decorrência da mineração, com o excepcional trabalho do negro, não como escravo, mas como profissional vindo da África com o conhecimento do processo de extração do ouro.
De São Francisco, ele fará um estágio em Brasília de Minas como ponto de apoio para uma visita a São Romão. Depois, seguirá, ainda neste mês, para Januária. Prevê ficar mais tempo em Manga, devendo conhecer Matias Cardoso, que guarda tanto da história da civilização barranqueira e, de lá, depois, para a Bahia em busca, por fim, do mar… volta à Europa.
Foi muito importante a contribuição do Sérgio para a equipe do Veredas – com material informativo, livros e incentivo. Sérgio cativou os são-franciscanos que com ele tiveram um curto convívio, motivo para dele sentir muitas saudades.

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