SINA DA FAMÍLIA CUNHA

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Valmir Carlos da Cunha

Definitivamente 2020 não tem sido um bom ano para a família Cunha. Neste primeiro semestre, que se encerra hoje, quatro membros da nossa família nos deixaram. O primeiro foi o meu sobrinho Waldir, que perdeu a batalha para o câncer no dia em que o seu pai (Walkir) completava 90 anos de idade. Foi um baque muito grande para todos nós. Três dias depois, um infarto fulminante levou o nosso primo Zé Carlos (filho de Marlene e Cazuza). Outra morte que nos deixou bastante abalados, haja vista que ele aparentemente não sofria de nenhuma doença. Mal refeitos do susto pelas duas mortes recebemos a notícia da morte da minha sobrinha Maria Angélica (Dedeca), também vítima de câncer devasador. Dedeca residia em Berlim há muitos anos. Apenas Silva, a sua irmã, que também residia naquela cidade pode se despedir dela. As outras irmãs residem em Belo Horizonte. Na semana passada, o nosso querido primo Mauro que residia em São Francisco, faleceu, deixando os parentes e amigos consternados. Sobre Mauro eu vou falar um pouquinho mais, porque ele não era apenas um primo. Era um amigo, um irmão da gente. Um exemplo de luta, de resistência. Muito antes de tantas adversidades que a vida lhe impôs, jamais se desesperou ou se revoltou. Veio-me à mente a nossa infância e adolescência em São Francisco, onde jogávamos futebol e participávamos de tantas brincadeiras. Estudamos no antigo ginásio Dona Alice Mendonça. Muito cedo ele já se preocupava em ajudar os pais e começou a trabalhar na loja de Dim/Neão. Logo em seguida foi trabalhar na agência dos Correios juntamente com Querido, Tiago e Zé de Fátima e, por ironia do destino, todos já faleceram. Além de trabalhar no Correio, também ajudava na lanchonete e restaurante da família, famosa na cidade pela qualidade dos salgados, da boa comida e do inigualável peixe frito preparado pela sua saudosa mãe D. Marriinha. Mauro sempre foi um funcionário dedicado, responsável e atendia a todos com respeito e educação. Mauro se aposentou, mas praticamente não pode desfrutar da sua aposentadoria. Logo os primeiros problemas de saúde surgiram e começou a sua peregrinação por hospitais, consultórios médicos, etc. Submeteu-se à algumas cirurgias, algumas tiveram que ser refeitas, e isso acabava consumindo muito tempo em hospitais privando-o do convívio da família. Mas o que mais impressionava era a força com que o Mauro enfrentava essas situações. Não se tem notícia dele xingando, reclamando ou coisa parecida. A fé em Deus dava-lhe forças para resistir. Era também muito apegado à família. Em todo esse período teve o apoio incondicional de sua esposa Aldery, seus filhos Rafael e Saulo, de toda a família, além de alguns profissionais da saúde, que fizeram de tudo para lhe dar um mínimo de conforto nessa fase tão difícil. Na última sexta-feira Deus o chamou e o nosso guerreiro finalmente pode descansar. Partiu sereno, tranquilo, cercado do carinho dos seus entes queridos. Por tudo de bom que fez aqui na terra, certamente Deus reservou um bom lugar para ele no céu. Descanse em paz, meu querido primo Mauro. (30.6.2020)

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