TEMPO DE HORROR

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O Brasil passou por dois momentos traumáticos, que tiveram lamentável repercussão mundo afora: o incêndio do Museu Nacional, levando um tanto de nossa  história e a facada no candidato Jair Bolsonaro. O primeiro caso revela a pouca importância que governantes brasileiros dispensam à nossa cultura – só têm verbas para promoções de artistas. A candidata mineira/gaúcha ao Senado, Dilma Rousseff teve o desplante de atribuir o sinistro do Museu ao presidente Temer esquecendo-se que ela mesma nada fez em sua proteção e promoção  enquanto presidente. É a história de achar culpados, o que não resolve. O que acontece também com o caso Bolsonaro. Muito tempo vai ser despendido em busca de culpados. Também não é o caso, pois o revelador de tal desatino é o país no estado de letargia em que se encontra, que pode ser tomado por uma onda de intransigências, de ódio e isso é muito ruim. Há muito tempo que se vem plantando a cizânia no país e ela de mostra de forma explícita nos campos e nas cidades. O ódio é incentivado por facções a fim de alcançar seus propósitos. O que menos tem importado em tudo isso, em especial à classe política e a empresários gananciosos, é o destino do Brasil.

Um clima muito constrangedor, muito lamentável às vésperas da comemoração de uma grande data cívica: a Independência do Brasil. Mais constrangedor ainda é perceber que ninguém mais dá valor ao grande momento cívico. Em São Francisco, por exemplo, a ela passou em branco. Longe se vão os tempos de desfiles, hasteamento de bandeira, sessões cívicas. Patriotismo é palavra morta.   Por isso, o país se encontra em tal situação, com o povo apático em relação aos seus destinos. Eleição? Que eleição? Brinca-se com um ato da maior importância para o país, pois está a se decidir seu próprio destino.

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