TRÂNSITO CAÓTICO

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São Francisco é uma cidade de porte de médio para pequeno, com 30 mil habitantes (o município é o quarto do Norte de Minas, chegou aos 60 mil). Cresceu muito e continua crescendo de maneira observável, bastando, para isso, visitar os bairros João Aguiar, Vila Vicentina,Funcionários, Cidade Nova, Sobradinho, entre outros, para constatar que são poucos os lotes vagos. A cada dia surgem novas construções (e anote-se, todas muito boas e bonitas, talvez tenham esse boom como reflexo da instalação da agência da Caixa Econômica no município). Atualmente, partindo do limite do bairro Sagrada Família (praticamente uma cidade dentro da cidade) ao limite do bairro Sobradinho ou Cidade Nova, observa-se as mutações urbanas.

Ocorre, por outro lado, que as administrações municipais não têm acompanhada essa expansão. E, com isso, surgem problemas urbanos dos mais diversos. Para não citar todos, atem-se aos mais urgentes no atendimento à expansão: disponibilidade de redes de água e energia elétrica. Moradores das periferias enfrentam problemas para ter energia em sua residência e isso decorre, certamente, da falta de planejamento: expansão sem estrutura, ou seja, loteamentos clandestinos, sem atender o que reza o Plano Diretor da cidade e a Lei de Parcelamento de Solos. Ruas foram abertas aleatoriamente, nelas construídas residências (com ou sem alvará) e, com isso, acarretando problemas e cobranças posteriores.

Outra situação, muito grave, é a da mobilidade urbana. Desde o governo anterior que o assunto já está em pauta nas discussões dos administradores. Muitos estudos, reuniões e trabalhos apresentados, mas sem qualquer continuidade, com os problemas crescendo, paralelamente, e de forma assustadora. Um exemplo é a expansão desproporcional ao espaço disponível. Com o crescimento assustador da frota motorizada – carro e motos – as avenidas e ruas que antes pareciam largas, confortáveis, hodiernamente se transformaram em estreitos corredores. Caso especial da avenida Presidente Juscelino que não é dividida em pistas como a Oscar Caetano e Montes Claros. No horário comercial essas vias são tomadas, literalmente, por veículos estacionados, sobrando pouco para a rolagem. A sensação que se tem é que o centro da cidade assemelha-se a Bombaim (Índia), onde dirigir torna-se um exercício de paciência e de sorte para evitar acidentes diários, principalmente pelo volume excessivo de motos cujos condutores trafegam de forma imprudente.

Faz-se urgente o ordenamento do trânsito na cidade. Um exemplo: a avenida Olegário Maciel (avenida porque quando nomeada era uma via muito larga e sem qualquer movimento, isso pelos idos dos anos 40) – ela tem mão dupla para tráfego e estacionamento. No horário comercial, atulhada de veículos em ambas as mãos deixa de passagem um beco e, quando se encontram dois veículos trafegando em sentido contrário, um tem que dar ré. Isso é muito atraso.

E que dizer das barracas de camelôs atulhando as calçadas? Aí, o pedestre se vê obrigado a andar no meio dos carros – um perigo, principalmente para os idosos.

O caso da mobilidade urbana chamou a atenção do vereador Sargento Edmilson que, com a lei debaixo do braço está batalhando para implementá-la, precisando, para isso, contar com o apoio de seus pares e da comunidade.

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