TURISMO

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Muito oportuna a realização do II Seminário de Turismo e Cultura promovido pela Secretaria Municipal de Turismo e Cultura de São Francisco.
Apenas um senão: deveria ter maior afluência de empresários, principalmente dos ramos hoteleiro e bares, que seriam os maiores beneficiados com o desenvolvimento do turismo no município. Assim, a presença maior foi constituída por representações de segmentos sociais da cidade e meio rural e estudantes, contudo não tirou o brilho do evento, conquanto pudesse ser melhor aproveitado.
Das falas dos palestrantes ficaram pontos para reflexão. O turismólogo Thiago Neves e o professor Roberto Mendes, aprofundaram em questões que têm entravado o desenvolvimento dessa atividade no município. Destacaram o potencial natural do município, ressaltando como exponencial o rio São Francisco e, sem dúvida, o por do sol, famoso até além fronteiras. Outro detalhe foi o casario que despertou atenção de estudiosos da Universidade de Montes Claros, por sua riqueza. Em um caso, o são-franciscano já habituado com a beleza do rio e seu por do sol, já não dá tanto valor. Quanto ao casario há uma controvérsia a respeito: uma minoria vê o conjunto como riqueza cultural; outra, maior, o vê como velharia sem qualquer valor; e outra, não dá a mínima importância, ou seja, não é contra, nem a favor de sua exploração como bem histórico cultural. O professor Roberto explorou muito bem essa questão.
Outra observação feita pelo professor Roberto prendeu-se ao amanhã do seminário, ou seja: as ações serão deflagradas? Haverá continuidade? Lembrou ele que em São Francisco não faltam ideias e planejamentos, mas as ações se restringem à ideia, depois caem no esquecimento.
O professor Thiago Neves discorreu sobre a importância dos Circuitos de Turismo, destacando dois deles na região e o quanto são importantes para as comunidades envolvidas. São Francisco está na periferia, não tem participação efetiva.
Assim, o Seminário serviu para, mais uma vez, uma tomada de posição a respeito do turismo em São Francisco. É preciso, sem dúvida, que haja engajamento, não apenas do poder público que, por si, não tem uma visão esclarecida a respeito, mas sobretudo pela classe empresarial. Com o desenvolvimento do turismo no município quem mais pode se beneficiar são os bares, restaurantes, hotéis e lojas de souvenir.
Então, isso tem um significado especial – deslanchar o desenvolvimento sem ficar sempre na mesma esperança de trazer indústrias para o município. Que indústria, se for considerado diversos fatores pertinentes? Mais lógico mesmo é a indústria do turismo.

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