UM DESTINO PARA O AUTOMÓVEL CLUBE

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Palco de grandes eventos, festas memoráveis comemorando o aniversário da cidade, em homenagens a são-franciscanos ausentes, baile da Primavera, Carnaval, festa das debutantes, reuniões do Lions e Rotary Clube, no tempos áureos do clube em São Francisco, e tantos outros eventos, o Automóvel Clube, inexplicavelmente, cerrou suas portas. Foram diversas as tentativas para reativá-lo. Houve até um ensaio em que lá se realizaram alguns bailes de adolescentes, com muita pompa. Não foi para frente. Os sócios não se importaram, abandonaram um grande patrimônio. Uma diretoria provisória, tendo à frente Edvalson Oliveira, ainda tentou salvar o prédio arrendando-o. Também não durou muito. Era muito para apenas uma pessoa.
Vândalos e ladrões de toda espécie delapidaram o patrimônio do clube: portas, janelas, vasos, pias, fiação elétrica. Foi totalmente depenado. Apesar de todos os cuidados não houve jeito. Cadeados eram arrebentados, quantos colocassem – e até mesmo cavalos colocaram no espaço.
Mais uma vez um grupo de sócios tenta recuperar o AC ou dar-lhe uma destinação, com o que podem livrar de sua total ruína, o que seria lastimável, marcando com um tento negativo, o que se perde em São Francisco. Foram realizadas duas assembleias, se é que se pode denominar de assembleia uma reunião de cinco sócios, considerando um quadro de 170. Outra, com doze sócios, avançou-se um pouco numa ideia, depois de horas de debates e sugestões das mais variadas. Adalgisa Botelho de Mendonça fez uma proposta que parece razoável e aceita, em princípio: reformar o prédio dando-lhe uma destinação diversa de clube, ou seja, para realização de eventos, festas, casamentos. Em suma, um espaço social plantado no centro da cidade.
Os sócios receberam bem a proposta que será analisada daqui a um mês, mediante o levantamento que Adalgisa fará sobre a real situação do prédio em vista da elaboração de um projeto arquitetônico e paisagístico para recuperá-lo.
Num primeiro momento, Adalgisa, em companhia de Aristotelina (Totinha), fez uma visita ao prédio e ficou, deveras, estupefata com o que viu, o cenário de destruição.
A segunda visita foi acompanhada pela reportagem do Veredas (Jonas) para fazer o levantamento fotográfico da situação do prédio. Nesta página são postadas algumas fotos mostrando o que sobrou do clube.
Recuperar e dar destinação àquele prédio é, sem dúvida, um compromisso de honra para a sociedade são-franciscana, não só dos sócios do AC.

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