VAI ENTENDER

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É rico, o Brasil. Muito rico para estar de pé com desastrosas ações de desonestos administradores, com fabulosos fortunas desviadas de entidades públicas – Petrobras, Correio, BNDS, cofres estaduais (apontadas, por enquanto). Muito rico e de um povo pacífico. Por muito menos já pipocaram revoltas em países da Europa e do Oriente, derrubando governantes. O povo brasileiro é paciente, e de índole generosa, ter que suportar absurdos de uma vida cheia de percalços, enquanto seus dirigentes nadam, como Tio Patinhas, no dinheiro. E lá vêm um botijão de gás beirando 70 reais, gasolina a 5 reais o litro, energia na hora da morte, escolas caindo na cabeça dos alunos, creches sem estruturas, rodovias  esburacadas, numa linha.

Dinheiro sobrando para dirigentes e empresários corruptos, e quase nada para professores (em Minas novamente em greve sabendo-se que não vão avançar em suas pretensões, mesmo tendo o governo do povo, como prometido nas eleições passadas) vencimentos parcelados; décimo terceiro parcelado, enquanto os dias de trabalho precisam ser honrados.

Dinheiro sobrando e uma justiça capengando. No caso de São Francisco com a Comarca sobrecarregada para dois juízes, mais de 16 mil processos.

Não tem defensoria pública. A população pobre só tem socorro em ações criminais ou por deferência de um ou outro advogado – o atendimento de advogados dativos foi suspenso pela OAB, pois os advogados estavam trabalhando de graça, ou seja, o Estado não paga, de jeito nenhum, os honorários arbitrados, que não são lá grande coisa.

Um delegado de Polícia para atender a três municípios e uma estrutura de trabalho de fazer dó. E quem paga, ou melhor, quem sofre? É claro que é o povo, mas os dirigentes que enchem as burras de dinheiro estão distantes.

O hospital municipal, nas emergências, depende da ajuda da Associação dos Amigos do Hospital.

É muito coisa para desfiar considerando a distância criada entre a situação em que vive o povo e os dirigentes corruptos. É muito, mas o que há de se lamentar é que nas eleições vindouras muitos deles (ou quase todos) estarão de volta em seus postos, pois têm dinheiro para queimar. Mais do que isso contam eles com os fanáticos seguidores, custa o que custar lembrando a velha máxima do político corrupto – “rouba mais faz”.

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