Teca Pereira celebra a força do afeto e dos encontros em Feito Pipa

Na entrevista, a atriz fala sobre a importância do afeto na construção da narrativa, a relação entre gerações e a emoção de acompanhar a identificação de diferentes públicos com a história
A atriz é um dos grandes destaques do filme (Foto: Divulgação)

Com direção do cineasta cearense Allan Deberton, Feito Pipa estreia nos cinemas brasileiros no dia 5 de novembro e integra a corrida pelo Oscar, levando às telas uma história sobre afeto, cuidado e os vínculos que atravessam diferentes gerações. A partir da relação entre uma criança e uma mulher idosa, o longa constrói uma narrativa sensível sobre a importância dos laços humanos em um mundo que tantas vezes parece esquecer o valor da atenção ao outro. Em entrevista a Gabriel Amora, a atriz Teca Pereira comenta a mensagem que conduz o filme, a universalidade de seus temas e a recepção emocionante da obra por públicos de diferentes idades e nacionalidades.

Gabriel Amora: Feito Pipa é um filme muito marcado pelo afeto. Por que é tão importante falar sobre esse sentimento em 2026?

Teca Pereira: É sempre importante falar sobre afeto, mas, na atual conjuntura do nosso Brasil, acredito que a única coisa capaz de salvar as pessoas, em qualquer tempo, é o amor e o afeto.

Gabriel Amora: De que maneira esse sentimento conduz a narrativa do filme?

Teca Pereira: É assim que Feito Pipa se norteia: pelo carinho, pela atenção e pelo cuidado de uma criança com uma pessoa idosa.

Gabriel Amora: Essa relação entre gerações também é uma das grandes forças emocionais da história?

Teca Pereira: Sim, isso é importantíssimo. É uma relação que nos faz pensar sobre o cuidado, a atenção e a importância dos vínculos afetivos.

Gabriel Amora: Acredita que essa mensagem ultrapassa as fronteiras do Ceará e do Brasil?

Teca Pereira: Com certeza. Não é uma mensagem restrita ao público cearense ou brasileiro. É algo que toca as pessoas independentemente de onde elas estejam.

Gabriel Amora: Como o filme tem sido recebido por públicos de diferentes idades?

Teca Pereira: É uma história que toma conta da plateia. As pessoas ficam até consternadas, porque se identificam com o que estão vendo. Isso acontece tanto com as senhoras quanto com os jovens. Até as crianças adoram.

Gabriel Amora: Você mencionou a experiência de uma sessão com crianças em Berlim. Como foi acompanhar essa reação?

Teca Pereira: Já tivemos uma sessão com crianças em Berlim, e foi maravilhoso. Mesmo sendo uma história que exige certa sensibilidade para ser assimilada e compreendida, elas entenderam, gostaram e aplaudiram muito. Foi ótimo, muito bom mesmo.

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